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terça-feira, 24 de junho de 2008

Na lagoa da Vida...

Em dia de São João partilho convosco uma marcha inédita, em que letra e música foram feitas por aveirenses. Esta marcha canta a Ria, o Mar, as tricanas e os marnotos. Saiu para a rua no ano de 1990, pela mão da Marcha das Barrocas.
Vale a pena recordar e apreciar esta letra tão poeticamente elaborada, trazendo à flor da pele sentimentos, expressões e metáforas características das pessoas que têm os pés no Mar.


Na Ria ao luar
Braços há de espuma
A dançar, a cantar
São tricanas de Aveiro
Com pé feiticeiro
Saltando pró Mar.


Na lagoa da Vida
Há sempre vagas a marulhar
Umas vão, outras vêm
Nunca se cansam do seu lidar

Aveiro dos marnotos
E das tricanas neste serão,
Com olhinhos marotos
Marcham em noite de S. João.



Vagueia meu barquinho
Que sulcas marolas
De arco-íris, amor...
Sê um porto fagueiro
De ridentes sonhos
Um jardim em flor.



(Letra: Horácio Ravara, Música: Severino Vieira)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O Mar...

O céu, azul de luz quieta,
As ondas brandas a quebrar,
Na praia lúcida e completa
Pontos de dedos a brincar.
No piano anónimo da praia
Tocam nenhuma melodia
De cujo ritmo por fim saia
Todo o sentido deste dia.
Que bom, se isto satisfizesse!
Que certo, se eu pudesse crer
Que esse mar e essas ondas
e esse Céu têm vida e têm ser.
(Fernando Pessoa)

E eis que depois de um fim de semana de mau tempo, de chuva, vento e algum frio a segunda feira faz-nos entrar noutra semana... Também por ser outra semana vos deixo aqui um poema, pequeno, é certo, mas daqueles com os quais me interrogo. O final interroga a vida e o ser do mar, das ondas e do céu...

Eu creio que haja vida e ser neste mar e ceu que me transmitem a serenidade através da agitação as ondas e a paz através do brilho das estrelas, só assim se justifica o efeito que tem em nós!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O homem do leme... (ou o leme do Homem)

Hoje, a letra desta grande música!



Sozinho na noite um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito ofusca as demais.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,a vida é sempre a perder...


No fundo do mar jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos descanso eterno lá encontraram.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,a vida é sempre a perder...

No fundo horizonte sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo foge o futuro, é tarde demais...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir, a vida é sempre a perder...


Intérpretes: Xutos e Pontapés

quarta-feira, 12 de março de 2008

Comemorações da abertura da Barra de Aveiro



Foi há 200 anos que o Eng. Luís Gomes e Carvalho escreveu ao Rei de Portugal, que se encontrava no Brasil, comunicando que tinha conseguido manter aberta a Barra de Aveiro e, a 3 de Abril, a Administração do Porto comemora o bicentenário da obra, com uma conferência internacional, a 30 de Maio, e um programa com vários eventos, ao longo do ano, enquanto prepara o avanço do Molhe Norte em mais 200 metros, e avança com obras de desenvolvimento, como a linha ferroviária de ligação à linha do Norte.


O programa de comemorações do bicentário, que já se iniciou em 2007, foi o tema de uma conferência de imprensa esta terça-feira para anunciar os próximos eventos.



A construção da ferrovia de ligação entre a linha do Norte e o Porto de Aveiro encontra-se «dentro da calendarização», segundo o presidente do Conselho de Administração da Administração do Porto de Aveiro (APA), José Luís Cacho, e esta constitui uma obra que permitirá avançar para a exploração da movimentação de contentores, cuja concessão será em 2010. Segundo José Luís Cacho, «há contactos internacionais» para o desenvolvimento do negócio dos contentores e plataforma logística.


O prolongamento do Molhe Sul em mais 200 metros é outra frente da APA, o que permitirá abrir o porto a navios com mais comprimento e calado». Está previsto que seja possível a entrada de navios com 200 metros mas de uma forma faseada até àquele comprimento. O porto prevê realizar operações de dragagem da barra até à cota -12,5, o que possibilitará a abertura dos mercados asiático, EUA, África do Sul, havendo já «alguns movimentos com a Índia», segundo o presidente da APA.


Quanto à obra do Molhe Norte, custará entre os 20 e os 30 milhões de euros, e será desenvolvida durante dois anos, a partir do final de 2008 e princípios de 2009. Nesta altura, depois de elaborado o estudo prévio, decorre o concurso para a elaboração do projecto de execução e, posteriormente, será lançada a obra a concurso.


Conferência internacional

A apresentação do projecto do prolongamento do Molhe Norte é um de três a apresentar durante uma conferência internacional, a 30 de Maio, além dos portos do Dubai e de Sevilha, duas «importantes obras», segundo José Luís Cacho.

A conferência “Obras Marítimas e Portuárias”, realiza-se a 30 de Maio, no Auditório do Parque de Exposições de Aveiro.


Histórico

O Porto de Aveiro registou uma quebra na movimento de cargas, de 2 por cento, na carga geral durante 2007 que José Luís Cacho justificou com a globalização, mas está convicto que em 2008, será retomado o crescimento que espera atingir os 10 por cento, o que seria uma valor «histórico».


Para aumentar a movimentação, a aposta é nos novos projectos da movimentação agro-alimentar e aumento das cargas líquidas. Quanto aos resultados financeiros de 2007 «excederam as expectativas iniciais, à custa da margem, com um volume de negócios de 12 milhões de euros, entrando em estabilização». A consolidação está prevista «dentro de dois a três anos», disse.


José Luís Cacho destacou o facto da APA conseguir deixar de obter rendimentos à custa da venda de inertes, «hoje é quase insignificante» e passar obter receitas por via da exploração do negócio para que está vocacionado».


Fonte: www.oln.pt, 11 de Março de 2008.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O Mar - actualidade

Mar devora dunas e ameaça zona costeira

A "erosão aceleradíssima" das dunas na Praia de Mira está a preocupar o presidente da Junta de Freguesia, Carlos Milheirão. A "culpa", diz, é dos esporões - quatro, ao longo da costa - que o Ministério do Ambiente construiu, há cerca de dois anos, para defesa da orla costeira, contra a sua vontade. "Depois disso, passou a verificar-se o desgaste das dunas de dia para dia", lamenta. O problema é que, enquanto os esporões contribuem para a acumulação de areias a norte, há um desgaste do areal a sul. Isto porque as correntes da nossa costa tendem a fluir de norte para sul.

Na praia de Poço da Cruz, Carlos Milheirão aponta as diferenças entre as dunas situadas de um lado e do outro do esporão. A sul, o "devorar" das águas é evidente há dunas reduzidas a metade. A arte xávega costumava fazer-se ali, mas "agora é impossível, porque a praia não tem distância que permita exercer a actividade", afirma o autarca. "Milhares de metros cúbicos de areia saíram, já, daqui. Se, no espaço de dois anos, desapareceu esta areia toda, é uma questão de pouco tempo até o resto ir também e o mar passar para o outro lado", sustenta o autarca. E lembra: "As dunas são a nossa defesa, as nossas muralhas".

O cenário de Poço da Cruz repete-se nos outros pontos da Praia de Mira onde existem esporões. "Insurgi-me, desde o início, contra estas construções", sublinha Carlos Milheirão. Defende, sim, os enrocamentos, construções paralelas à costa que "fazem o que a natureza em si faz criam bancos de areia que provocam o quebrar das ondas afastado da costa".A criação de esporões para evitar a erosão costeira, em Mira, foi uma má solução, concorda Maria de Lurdes Cravo, da associação de defesa ambiental Quercus. Porque, "por efeitos de dinâmica marítima costeira, as areias a sul, normalmente, desaparecem", reforça. Para a presidente da Assembleia Geral da Quercus, Carlos Milheirão "tem razão em estar preocupado". Há que apostar em "medidas preventivas", diz a ambientalista. A fixação de espécies vegetais características do cordão dunar, como o estorno, e de pára-ventos é uma delas. A ocupação humana, nomeadamente sob a forma de infra-estruturas, também é de evitar, explica.

Os esporões em causa já existiam, em Mira, "há bastante tempo", tendo sido "reconstruídos" a pedido da Câmara Municipal com o intuito de salvaguardar pessoas e bens, informou fonte do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional. Por ser problemática, no que respeita ao avanço do mar, essa é "uma das zonas mais acompanhadas e monitorizadas do país", disse ainda. Segundo a mesma fonte, "todas as medidas têm prós e contras" e, no caso dos esporões - estes previstos no Plano de Ordenamento da Orla Costeira -, existe escassez de areias a sul, sobretudo no Inverno. Uma situação que "pode ser corrigida".

In: http://jn.sapo.pt


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