Notícia integral em www.noticiasdeaveiro.pt, 20 de Março de 2008.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Ria de Aveiro entre as áreas prioritárias - actualidade
Notícia integral em www.noticiasdeaveiro.pt, 20 de Março de 2008.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Há alguns anos era assim...


quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Eu sei que é uma maravilha...
Aveiro: Ria candidata às sete maravilhas naturais do mundo
A Ria de Aveiro é candidata às sete maravilhas naturais do mundo, como «espaço de água de interesse mundial». A segunda edição da campanha é especificamente relacionada com a promoção da natureza e do meio ambiente.
A Região de Turismo da Rota da Luz revelou ontem a apresentação de uma candidatura da Ria de Aveiro à eleição das sete novas maravilhas naturais do mundo. A instituição liderada por Pedro Silva invoca o sucesso da campanha mundial lançada em 2007 pela fundação «7 Wonders of the World», que resultou na escolha das sete novas maravilhas do mundo, para justificar a iniciativa de candidatar a Ria de Aveiro àquele galardão.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
POLIS da RIA - a actualidade
Aveiro: Polis da Ria no terreno em «dois ou três meses»
Os trabalhos da sociedade Polis criada especificamente para desenvolver projectos na Ria de Aveiro começarão «dentro de dois a três meses», garantiu esta semana o ministro do Ambiente.
In: http://www.diarioaveiro.pt/
domingo, 13 de janeiro de 2008
Ainda a festa da beira-mar...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
o santo de hoje
Não poderia deixar passar o dia 10 de Janeiro sem falar no São Gonçalinho… Todos o conhecem assim em Aveiro."O beato s. Gonçalo era oriundo de Arriconha, freguesia de Tagilde, perto de Guimarães, onde nasceu no ano de 1190, numa nobre família minhota, de apelido Pereira.
Destinado à vida religiosa fez os seus votos de sacerdócio e tornou-se pároco de Tagilde.
Deixou a sua paróquia entregue a uma sobrinho, também padre, peregrinando pela Terra Santa, durante 30 anos. No regresso a Tagilde a paróquia foi-lhe negada pelo sobrinho.
S. Gonçalo, sem querer confusões, recolheu-se num monte de Amarante como eremita. Apenas vinha à vila para fazer as suas pregações, já que o povo apreciava muito o seu poder oratório. Acabou por falecer a 10 de Janeiro de 1259, seria beatificado em 1561 pelo Papa Pio IV, como resultado da devoção que d. João III teria pelo Santo."
De imediato pode não ser feita a ligação dos temas deste blog a este Santo… Mas ele sempre foi acarinhado pelo povo da beira-mar, e por isso a sua relação a Aveiro, ao mar e à ria. Aqui vos deixo uma pequena história curiosa acerca do São Gonçalinho que demonstra bem a ligação da gente do mar para com este exemplo de vida que foi o São Gonçalinho.
"O povo do bairro da beira-mar, durante o Verão, vivia a safra do sal, e de Inverno, na faina da pesca na ria. Num ano em que a pesca ia muito má, um pescador, que diariamente passava pela capela de S.Gonçalinho, naquele dia decidiu fazer uma promessa ao Santo. Se naquele dia tivesse uma boa pescaria, a primeira bateira de peixe que apanhasse seria para o Santo.
Seguiu para a faina e em pouco tempo tinha a bateira cheia. No entanto, disse para consigo que aquele peixe seria para ele e a próxima bateira que apanhasse entregaria ao Santo.
Terminava este pensamento e deu-se uma grande marola na ria, virou-se a bateira e perdeu-se todo o peixe. Naquele dia, não conseguiu pescar mais nada!"
Durante o próximo fim de semana realizam-se as festas em honra de São Gonçalinho no bairro da beira-mar sendo conhecidas por todo o país pela sua característica ímpar de “choverem” pães de açúcar, denominadas cavacas, do alto da capela.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Vai chegar 2008...
2008 está quase a chegar... Tal como nesta foto, que o novo ano seja virado para o céu! Sempre com os olhos postos no futuro, nas nossas expectativas, nas nossas esperanças e acima de tudo disparando em direcção à realização dos nossos sonhos...
2008 está quase a chegar... Que o novo ano possa ser a ponte que nos levará aos outros... A todos aqueles que, por algum motivo, nos lembramos menos vezes, simpatizamos menos... Que seja tambem a ponte para vermos o Mundo de outra forma respeitando a igualdade pelos nossos semelhantes...
2008 está quase a chegar... E com ele renovam-se promessas para a vida, metas para atingir... Umas nunca chegarão ao céu da nossa realidade, outras decerto que atingirão a nossa vida de variadas formas, brilharão no nosso céu e espalharão a nossa alegria pelos outros...
E 2008 está mesmo quase a chegar... Que, como nesta fotografia, o novo ano seja cheio de tudo e de nada... De tudo o que nos faz feliz e de nada o que nos possa ''deitar abaixo''!
Desejo a todos os que por aqui passam e irão passar um 2008 cheio de brilho, cheio de trabalho, cheio de alegrias, cheio de saúde e cheio de pequenas felicidades...
Que as velas do moliceiro que se erguem no vosso coração possam sempre estar dispostas a amparar os ventos maliciosos e singrar na Ria calma... Que a proa do ''vosso'' moliceiro seja sempre bem colorida e o calado bem grande para guardar tudo o que for recordação.
FELIZ ANO 2008!!!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Bicicletas aquáticas a caminho da Ria
Ontem foi dia de demonstrar e experimentar as bicicletas aquáticas que vão circular nos canais urbanos da Ria de Aveiro, já no próximo ano. Junto ao Quiosque BUGA (ao lado do Forum Aveiro), foram muitas as pessoas que pararam alguns minutos da sua azáfama natalícia e observaram os «estranhos» veículos que circulavam no Canal Central. As bicicletas aquáticas prometem dinamizar o sector turístico na cidade de Aveiro, dar mais dinamismo aos canais urbanos e proporcionar a todos uma forma diferente de visitar a cidade. De acordo com o vereador Pedro Ferreira, devem começar a ser vistas na Ria «pouco antes da chegada da Primavera». Um projecto que resulta da parceria entre a MoveAveiro – empresa municipal de mobilidade, e a Media One, uma empresa recentemente criada, com o objectivo de desenvolver projectos na área da publicidade, multimédia e Internet. As bicicletas aquáticas vão ser disponibilizadas em formato de um e dois lugares, terão que ser pagas pelos utilizadores, ao contrário do que acontece com as BUGA’s, e vão ficar atracadas na zona do Quiosque BUGA, num ancoradouro que ainda será construído. Quanto aos percursos, só poderão ser definidos após a aprovação do projecto pela Capitania do Porto de Aveiro.
Vítor David é o criador das bicicletas aquáticas e explicou ao Diário de Aveiro tratar-se de um «projecto que foi evoluindo aos poucos e por fases». Tudo aconteceu ao longo de dois anos, num período em que Vítor David esteve desempregado e «a sua concepção foi muito inspirada na estrutura dos catamarans, quer em termos de formas, quer até de materiais». Neste momento, este criador está a ultimar os pormenores para a criação de uma empresa que se vai ocupar do fabrico destes veículos. A sede será em Sangalhos e o pavilhão/fábrica ficará localizado na Borralha (Águeda). Mas o dia de ontem também serviu para a MoveAveiro apresentar à cidade o novo veículo da sua frota. «Trata-se do superar de uma lacuna há muito sentida na empresa municipal, isto é, a falta de um autocarro adequado a viagens longas. Terá capacidade para cerca de 60 pessoas e poderá ser alugado», explicou Pedro Ferreira ao Diário de Aveiro.
E neste, tal como em todos os autocarros da frota da MoveAveiro, vai começar a funcionar uma nova plataforma de comunicação. Também resultado da parceria entre a empresa municipal e a Media One, trata-se de uma plataforma designada «moveTv» e consiste em écrans LCD estrategicamente colocados no interior dos autocarros onde vão ser, constantemente, transmitidos conteúdos informativos, de teor cultural, serviços, publicidade, entre outros. Numa segunda fase, esta plataforma vai possibilitar uma interactividade com os passageiros, nomeadamente, o envio de horários via «SMS», ou ainda permitir o acesso à Internet durante as viagens. Está ainda prevista uma futura interligação com o sistema GPS, informando os utentes da localização e o tempo de espera de cada autocarro.
Notícia do dia 23 de Dezembro de 2007, disponivel em www.diarioaveiro.pt.
domingo, 23 de dezembro de 2007
O Natal Aveirense!
sábado, 22 de dezembro de 2007
A nossa Ria...
Um poema de amor é sempre uma escrita fascinante que nos leva a fantasiar… O poema que vos deixo, transformado depois numa música, coloca a Ria de Aveiro como a ninfa inspiradora do autor… Aquela que espelha os desejos dos Homens, aquela companheira que, de forma silenciosa, assiste aos mais belos romances de amor… Um Verdadeiro Paraíso da Alegria!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
A Botadela

Por alturas de Maio a marinha era colocada a sal novamente dando-se o nome de “botadela”, significando botar a marinha a sal.
Todos se ajudavam mutuamente… Os marnotos de cada marinha ajudavam os colegas e iam rodando por todas as marinhas.
Quando chegava a hora do almoço, a que os marnotos chamavam curiosamente de “jantar”, as mulheres iam ter com eles levando o farnel ou fazendo-o lá no palheiro. Era típico neste dia comer-se uma caldeirada de peixe.
Aqui deixo outra canção própria da Botadela.
Escusado é procurar
Não há sal como de Aveiro
Podem ir de Norte a Sul
O nosso é sempre o primeiro
Debaixo de um sol ardente
Que até corta o coração
Andamos na faina da vida
Para ganhar o nosso pão
Vamos todos nos ajudar
Nas marinhas a sal botar…
E depois dela botada
Vem a bela caldeirada!
domingo, 16 de dezembro de 2007
A safra...
Painel de azulejo da Fábrica Aleluia, 1992.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Sal de Aveiro
domingo, 9 de dezembro de 2007
A ria e os seus tesouros...

D. João de Lima Vidal viu nas salinas «tabuleiros de cristal». Poesia de sal. O sal inspirou poetas. O sal temperou sonhos. O sal purificou a paisagem. Mas o sal também é suor. Muito suor. É labuta de gente crestada pelo Sol há mais de mil anos. (O mais antigo escrito que testemunha a existência de salinas em Aveiro é do ano de 959). Gente laboriosa. Gente salgada. Sal da terra.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Aveiro e a ria... A ria e Aveiro...

domingo, 2 de dezembro de 2007
As riquezas da Ria de Aveiro
domingo, 25 de novembro de 2007
Ria de Aveiro - Biologia III
O problema dos sedimentos na Ria de Aveiro prende-se essencialmente pela existência de contaminações de metais pesados, em determinadas zonas sujeita a descargas de fluentes. A concentração de Mercúrio na Ria é irregular, nuns locais é muito elevada e noutros quase inexistente. A média é de 0.72mg/Kg de mercúrio no sedimento seco. Além de Mercúrio pode encontrar-se ainda quantidades variáveis de Cádmio, Cobre e Zinco.
Realizaram-se várias experiências em seres aquáticos e chegou-se à conclusão que existem valores muito diversos de materiais pesados e organoclorados, como por exemplo Chumbo, Magnésio, Cobre, Ferro, Cádmio, Zinco, Níquel, PCB e DDT, nos referidos seres. O Chumbo e o PCB destacam-se por apresentarem valores superiores comparadamente com outros valores registados no resto do país.
Em resumo são factos de relevo da caracterização da qualidade da Ria de Aveiro os seguintes aspectos:
a)Poluição orgânica geral;
b)Poluição fecal;
c)Poluição química.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Ria de Aveiro - Biologia I
Devido a esta dinâmica constitui-se no seio da laguna e em seu redor uma peculiar diversidade de biótopos de grande importância do ponto de vista ecológico, albergando cada um deles diferentes comunidades de fauna e flora selvagens, e aos quais estão associados um conjunto de recursos naturais que desde há muito são explorados pelo Homem.
São assim de salientar os biótopos lagunares: coluna de água, leito e laguna, bancos interditais e salinas, sopais e caniçais e os biótopos terrestres associados à laguna: dunas litorais, dunas arborizadas e bosque ripícola e «bocage».
Coluna de Água
A água é o recurso natural mais abundante na Ria de Aveiro e condicionou de forma acentuada a actividade humana na laguna.
Na coluna de água habita um conjunto diversificado de seres: plantónicos (bactérias, algas e animais) e peixes.
Algumas das 64 espécies registadas na fauna piscícola, tais como a solha, o linguado, o robalo, a tainha e a enguia têm especial interesse comercial.
O leito de uma laguna formada por areias e/ou sedimentos argilosos apresenta uma comunidade muito diversificada, constituída por bactérias, algas e plantas aquáticas (moliço) e organismos vivos sobre ou no interior do sedimento e servem de alimentaçao a muitos peixes predadores.
Os bancos interditais apresentam uma abundante fauna bentónica formada principalmente por moluscos (sobretudo bivalves), anelídeos, poliquetas e crustáceos.
As salinas representam um biótopo alternativo importante para as aves limícolas pois apresentam uma fauna bentónica semelhante e não estão sujeitas às variações da maré, mantendo uma reduzida altura de água.
Sopais e Caniçais
Os sopais e os caniçais são biótopos de elevada produtividade e têm importantes funções nas transferências energéticas dos estuários. Transferem quantidades importantes de matéria orgânica e energia, não só para as águas da laguna e, através dela, para a zona oceânica adjacente, como também para os agro-sistemas nas margens da ria.
Os sopais correspondem a formações vegetais especialmente adaptadas à salinidade das águas estuarinas e à submersão periódica durante a preia-mar.Os caniçais, com uma distribuição mais limitada às zonas periféricas da laguna para além de também proporcionarem alimento abundante nos vários níveis tróficos são particularmente importantes para as aves pois apresentam condições muito favoráveis de abrigo e nidificação de diversos aquáticos.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
A origem...
In: Lobato, Cláudia;Geografia A 10ºAno;Parte 2; Areal editores; 2003; PortoA ria comunica com o mar por uma embocadura de reduzidas dimensões, que foi aberta e fixada artificialmente através do cordão dunar.
Estende-se por uma área de aproximadamente 50 000 ha, alongando-se por cerca de 50km de comprimento no sentido N-S, de Ovar a Mira, e tendo a largura máxima de 8 km em frente à foz do rio Vouga.
Os movimentos seculares quaternários do nível do mar e, em especial, os posteriores à glaciação estão na base do processo evolutivo na linha da costa, quando vastas áreas de fundos marinhos de translação litoral, como a «corredoura», que se faz sentir de Norte para Sul, a predominância de ventos do quadrante noroeste e consequente direcção de incidência da ondulação na costa.
Tudo começou há cerca de dez séculos, que o mar banhava os locais onde hoje se erguem povoações como Ovar, Estarreja, Aveiro, Mira e Tocha formando no litoral uma baía bastante aberta.
A acção dos ventos dominantes do Este, influenciando a direcção da crista das ondas, conjugada com as correntes de circulação litoral, o que deu origem a uma sedimentação costeira, com a formação de duas flechas ou restingas.
Houve tempos em que nem sequer existia ligação com o mar, o que prejudicava toda a região.
Assim a barra da laguna veio descendo em latitude ao longo dos últimos dez séculos até ser artificialmente estabilizada no início do séc. XIX no local onde hoje se encontra.Podemos dizer, com orgulho, que a Ria de Aveiro e Portugal se formaram ao mesmo tempo. Nasceram simultaneamente por altura do séc. XII e poderíamos dizer, fantasiando um pouco, que enquanto os nossos primeiros reis e os seus homens iam dilatando as terras peninsulares, a Mãe-Natureza ia conquistando ao mar esta jóia prodigiosa que generosamente viria ofertar às nossas terras aveirenses.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
A nossa Ria
Abarca 11000ha, dos quais 6000 estão permanentemente alagados, sendo composta por quatro grandes canais, ramificados em esteiros, que circundam um sem número de ilhas e ilhotas. Nela desaguam o Vouga, o Antuã e o Boco, tendo como única comunicação com mar um canal que corta o cordão litoral entre a Barra e s. Jacinto; é por esta passagem que acendem ao Porto de Aveiro embarcações de grande calado. Rica em peixes e aves aquáticas, possui grandes planos de água, locais de eleição para a prática de desportos náuticos.
Muito especialmente no Norte da Ria, os barcos moliceiros, ostentando coloridos e ingénuos painéis decorativos, continuam a apanhar moliço, fertilizante de eleição, hoje ecologicamente revalorizado, que transforma solos estéreis de areia em ubérrimos terrenos agrícolas.








