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terça-feira, 15 de abril de 2008

Naquele miradouro...

Ontem fui ver o pôr do sol... até podia ser um dia especial, mas não... Apeteceu-me apenas parar, logo ao início da semana, e deixar-me invadir por aquele sentimento inexplicável que o poente nos transmite...
Num fim de tarde de plena primavera corria a brisa suave e embalava-nos a locais belos, distintos e de grande originalidade como este.. fica o flashe!

sexta-feira, 28 de março de 2008

O dia do Teatro!

“Ontem, dia 27 de Março, foi o dia Mundial do Teatro. A Ria de Aveiro, cada vez mais famosa e sempre falada neste blog, inspirou vários poetas, como já dei a conhecer… Mas, neste dia partilho convosco algo que me pareceu muito interessante. Em Aveiro existe um grupo de teatro denominado CETA, Circulo Experimental de Teatro de Aveiro, que apresenta no seu site (embora desactualizado), um texto dramático em que, curiosamente a ria é uma das personagens…

Este é o site onde podem ler:
http://www.prof2000.pt/users/hjco/ceta/pg003500.htm.

Convido-vos a passar por lá neste dia, imaginarem a encenação de tal peça… A mim levou-me a pensar como seria triste uma ria vazia, uma mãe de tantos filhos que os começa a “deixar fugir”…

terça-feira, 25 de março de 2008

Lá estão sempre elas..


“Mais uma vez as gaivotas pairam sobre este blog e enchem-no de movimentos de liberdade. Num local da nossa ria, agora cuidado e aprazível, as gaivotas gostam de estar, nadar e esvoaçar…

É junto ao centro de congressos de Aveiro, onde tantos vêm de fora, que estes belos cicerones da cidade dos canais os brindam com os seus sons característicos e com as suas derrapagens no ar…”

segunda-feira, 17 de março de 2008

No baú do sótão II...

Foto da colecção Henrique Ramos, "Canal Central".
A relembrar como seria o nosso Canal Central, tão diferente do que conhecemos agora... ao fundo pode ver-se a Capela de São João, no Rossio, actualmente extinta.
As embarcações preenchiam o canal e tornavam-no activo, nos tempos de hoje quase nem se vê movimento de barcos, a não ser, de vez em quando, aparecerem uns moliceiros passeando os turistas mais destemidos!
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades... mas a ligação "maternal" à nossa ria permanece...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Outras visões...


A Ria de Aveiro apresenta grande potencial para ser utilizada, aproveitada e desfrutada. Aqui ficam duas fotografias que demonstram o belo prazer que se pode tirar de um domingo à tarde repleto de sol... Eis que se colocam num pequeno barco e podem fazer vela apanhando os salpicos salgados do baloiçar das águas... ou uma experiência de outra grandeza e enveredar num veleiro através dos canais da nossa ria, sentir a força do vento e a energia das águas.
Dois modos simples para aproveitar e explorar a nossa Ria.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Municípios da Ria dispostos a criar "companhia" das águas - actualidade

Os onze concelhos que integram a Associação de Municípios da Ria (AMRia), liderada por Ribau Esteves, discutem segunda-feira a possibilidade de criar uma empresa para explorar as redes de água, de forma integrada.

É a alternativa a uma proposta da AdP-Águas de Portugal, que prevê a exploração integrada dos sistemas de água e saneamento, em alta e em baixa, para toda a região Centro, que não entusiasma os autarcas do Baixo Vouga.

A integração das redes é assumida como um percurso inevitável para os municípios, quer por indicação do Plano Estratégico para as Águas e Águas Residuais, definido pelo Governo, quer porque o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) condiciona o financiamento europeu a investimentos intermunicipais, aparecendo as autarquias, isoladas, na cauda dos critérios.

No entanto, por considerarem as condições pouco atractivas para os seus municípios, os autarcas da Ria decidiram abrir concurso para o estudo do modelo de integração dos próprios sistemas, cujas propostas são conhecidas segunda-feira.

Aveiro é uma das câmaras com bastantes reservas à proposta das Águas de Portugal, explicadas à Lusa pelo vereador Pedro Ferreira, da administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS).

"As infra-estruturas dos SMAS têm um valor superior a 50 milhões de euros, mas a AdP quer pagar apenas 10 milhões porque desconta o valor dos fundos comunitários (70 por cento), quando não foram eles que deram o financiamento, além de deduzirem o que já foi amortizado (cinco milhões)", disse o autarca.

"No entanto, quando quiserem entregar a privados vão fazê-lo pelo valor do negócio, ou seja, no caso de Aveiro o valor de mercado será de 36 milhões de euros", acrescentou.

Pelos cálculos de Pedro Ferreira, Aveiro tem cerca de 37 mil contadores, "que, à taxa actual, dão, cada um, um lucro de mil euros em 50 anos", concluindo que "é nessa base que deve ser encontrado o valor do negócio".

"Para isso, fazemos nós, seja para concessionar ou para vender, porque não temos de subsidiar nas tarifas o preço de municípios do interior que têm a água mais cara e controlamos nós o processo sem ingerências da AdP", afirmou.

Pedro Ferreira entende que a proposta das Águas de Portugal não interessa, em especial para municípios que já têm as infra-estruturas, como é o caso de Aveiro, com uma cobertura de saneamento de 99,5 por cento, ou de Ílhavo, com cerca de 70 por cento, podendo, quando muito, ter interesse para Vagos, que só tem dez por cento da rede feita.

Se é assim no saneamento, por maioria de razão o argumento é válido para a distribuição de água, porque a maior parte dos municípios já tem infra-estruturas capazes.

"Em Aveiro, a água dá lucro, enquanto o saneamento e os resíduos sólidos urbanos dão prejuízo, pelo que o lucro da água tem de cobrir os prejuízos dos outros", assume Pedro Ferreira, embora reconhecendo ser necessário outro modelo de gestão, porque, isolados, os serviços municipalizados e câmaras têm constrangimentos.

No seio dos representantes na AMRia são admitidas três soluções, além da proposta da AdP.

Uma das possibilidades é criar uma empresa intermunicipal para explorar as redes de distribuição em alta e em baixa, em que as infra-estruturas continuam a pertencer aos municípios.

Pedro Ferreira exemplificou como seria arquitectada essa alternativa: "No caso de Aveiro, que já tem as infra-estruturas, a empresa pagaria ao município os 36 milhões, enquanto no caso de Águeda, que tem ainda o investimento a fazer e representa um negócio de 16 milhões, a autarquia obteria por essa via 70 por cento de financiamento dos fundos comunitários e, como o investimento da Câmara seria de seis milhões, receberia 10 milhões de euros".

Uma variante desta solução, é associarem-se a um parceiro privado com conhecimento do negócio e a terceira hipótese é ser a empresa a constituir pelos 11 municípios a concessionar a exploração a um privado.

"As soluções intermunicipais são o futuro, porque não temos a dimensão de Lisboa e faz todo o sentido repensar a distribuição em baixa ao nível da bacia hidrográfica, até porque a água vem toda do mesmo sítio e não se compreende que as tarifas sejam diferentes", disse.

"Estão a ser feitos estudos sobre essas três possibilidades e depois iremos comparar com o modelo proposto pelas Águas de Portugal e decidir", explicou.

A AMRia integra os municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos.

In: Agência LUSA, 22/02/2008

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

À noite...




A ria é um mistério,

Olhada como visão;

Com o seu fulgor etério,

Em noites de solidão.



Nos seus sombrios canais,

As águas a marulhar;

Lamentam com fracos ais,

A sua morte no mar.



Fui num barco passear,

Em clara noite de estio;

P'ra ver a lua e a ria,

Brilharem ao desafio.



Ao ouvir um rouxinol,

Adormeci a escutar;

Quando acordei é que vi

Uma tricana a cantar.



Muito mansinhas,

Em remoinho,

Lá vão seguindo,

O seu caminho.




Letra: Adriano Pires
Música: J.M. Horta



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