quinta-feira, 6 de março de 2008
Blogmar com Directório
quarta-feira, 5 de março de 2008
Realce para o Porto de Aveiro - actualidade
II Encontro Empresarial Luso-Espanhol de Logística
Uma vez mais, o Porto de Aveiro irá estar entre os três promotores do II Encontro Empresarial Luso-Espanhol de Logística. José Luís Cacho (Administração do Porto de Aveiro), Ricardo Fonseca (Administração dos Portos do Douro e Leixões) e Pablo Hoya (Zaldesa - Plataforma Logística de Salamanca) estiveram reunidos, na semana passada, para agendar, oficialmente, a realização deste evento, que este ano se realiza em Leixões.
Porto de Aveiro, Porto de Leixões e Zaldeza vão novamente reunir-se, no sentido de reforçar a cooperação entre as três entidades. Em conferência de imprensa realizada, na semana passada, no Porto de Leixões, foi anunciado o II Encontro Empresarial Luso-Espanhol de Logística, que terá lugar naquele porto nortenho, nos dias 10 e 11 de Abril.
Esta é a segunda vez que as três entidades de logística se unem na organização deste evento – o primeiro encontro aconteceu há cerca de um ano em Salamanca, onde estiveram presentes mais de 200 empresas e autoridades dos dois países, que debateram a cooperação transfronteiriça entre as regiões envolventes dos referidos portos.
No encontro agendado para Abril, pretende-se aprofundar as relações já estabelecidas entre os três promotores, bem como potenciar a actividade logística, como factor de crescimento e desenvolvimento do Norte e Centro de Portugal e da região de Castela e Leão.
Segundo José Luís Cacho, presidente da Administração do Porto de Aveiro (APA), este evento será aproveitado «para apresentar aos empresários de Castela e Leão os novos projectos que estão previstos no Porto de Aveiro». O responsável refere-se ao projecto agro-alimentar da Socarpor, que brevemente vai entrar em exploração, bem como o projecto ferroviário. Para a apresentação deste último, foram convidados dois operadores ferroviários – a CP e a Takargo (uma nova empresa que vai operar na ferrovia em Portugal) – que irão mostrar aos empresários de Castela e Leão as oportunidades e serviços de que poderão beneficiar com a ligação ferroviária ao Porto de Aveiro, que de acordo com Cacho deverá estar concluída no próximo ano. Por outro lado, o administrador da Socarpor irá apresentar o projecto agro-alimentar da empresa no Porto de Aveiro, que irá promover a expansão daquele negócio até à vizinha Espanha. «Procuramos promover os novos projectos e mostrar o potencial que o Porto de Aveiro pode ter para os empresários de Castela e Leão», sublinha José Luís Cacho.
Interesse espanhol
O responsável revela que as empresas espanholas têm demonstrado interesse em investir no Porto de Aveiro e, inclusivamente, já existem «algumas parcerias, nomeadamente com a Red Cylog», que já se manifestou interessada em entrar no capital da plataforma logística do Porto de Aveiro. Tal como refere José Luís Cacho, este encontro proporcionará a troca de informação entre empresários, que terão, também, a oportunidade de conhecer as oportunidades que existem. «Esperamos que a seguir se concretize um conjunto de negócios interessantes entre os empresários de Castela e Leão e os empresários portugueses», ambiciona o presidente da APA.
De acordo com as entidades promotoras do evento, «a cooperação na área da logística entre Portugal e Espanha constitui um domínio estratégico para a afirmação da competitividade internacional da economia dos dois países, no contexto de um mundo globalizado. Esta cooperação responde a uma necessidade resultante do reforço do relacionamento bilateral dos últimos anos e do aprofundamento da integração europeia.
Para além de já estar definido o programa temático do evento, a organização já revelou o nome dos oradores participantes, bem como os objectivos do encontro: melhorar as inter relações das plataformas de ambos os países, o que permitirá reduzir os custos para as empresas, melhorar a sua competitividade e acelerar o seu crescimento; fomentar as relações empresariais entre ambas a regiões; concretizar projectos conjuntos para responder às exigências actuais da presença num mercado global; dar a conhecer aos agentes económicos novas infra-estruturas logísticas previstas. O evento luso-espanhol terá lugar no Auditório Infante D. Henrique. Tal como confirmou o presidente da APA, estes encontros são tripartidos – entre os empresários da Red Cylog, através da Zaldesa, que é a plataforma logística de Salamanca; entre o Porto de Leixões e o Porto de Aveiro. Este ano o encontro é em Leixões, no próximo o Porto de Aveiro será o anfitrião.
In: http://www.emaveiro.com, 5 de Março de 2008.
segunda-feira, 3 de março de 2008
João Afonso de Aveiro, um homem do Mar - actualidade
Foto retirada de http://www.aveirana.doc.ua.pt/Nasceu e faleceu em data e lugar incerto. Diversas são as opiniões sobre este insigne: para alguns autores trata-se de um heróico marinheiro aveirense, que enobreceu Aveiro e nada teve a ver com a conspiração ao rei, D. João II; para outros, de um poeta palaciano, de renome; e para outros ainda, de um ilustre navegador e simultaneamente afamado poeta do século XV.
Enquanto piloto, este ilustre participou na expedição à costa da Mina, em 1481 e na descoberta do Rio Zaire e Reino do Congo com Diogo Cão, em 1484. A este navegador se associa também a vinda da primeira pimenta proveniente da Guiné, para Lisboa, assim como a descoberta do Benim, em 1486, também designado por Terras de João Afonso ou Terras de Afonso de Aveiro, onde este egrégio estabeleceu uma feitoria. Mas a verdadeira glória do navegador adviria das informações que este trouxe a D. João II, quer das terras descobertas, quer de um rei chamado Ogané, que para o monarca se tratava de Preste João das Índias.
Enquanto escritor, João Afonso fôra um poeta palaciano, criado de D. Diogo, Duque de Beja e irmão de el-Rei D. Manuel, que deixou manuscrito um livro de poesias, que se encontra guardado na livraria do Convento de S. Domingos, em Lisboa. Quanto ao seu nome, este figura no catálogo dos poetas portugueses do século XV e no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende.
João Afonso de Aveiro deu o seu nome a uma das escolas preparatórias do concelho e dispõe de estátua no largo do Rossio, erguida em 1959, pelo Ministério das Obras Públicas, aquando da Comemoração das Festas do Milenário de Aveiro.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
No baú do sótão I ...
Verdadeiras relíquias que nos levam a imaginar como seria a paisagem envolvente e os hábitos e costumes dos nossos antepassados!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Outras visões...

A Ria de Aveiro apresenta grande potencial para ser utilizada, aproveitada e desfrutada. Aqui ficam duas fotografias que demonstram o belo prazer que se pode tirar de um domingo à tarde repleto de sol... Eis que se colocam num pequeno barco e podem fazer vela apanhando os salpicos salgados do baloiçar das águas... ou uma experiência de outra grandeza e enveredar num veleiro através dos canais da nossa ria, sentir a força do vento e a energia das águas.segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Municípios da Ria dispostos a criar "companhia" das águas - actualidade
É a alternativa a uma proposta da AdP-Águas de Portugal, que prevê a exploração integrada dos sistemas de água e saneamento, em alta e em baixa, para toda a região Centro, que não entusiasma os autarcas do Baixo Vouga.
A integração das redes é assumida como um percurso inevitável para os municípios, quer por indicação do Plano Estratégico para as Águas e Águas Residuais, definido pelo Governo, quer porque o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) condiciona o financiamento europeu a investimentos intermunicipais, aparecendo as autarquias, isoladas, na cauda dos critérios.
No entanto, por considerarem as condições pouco atractivas para os seus municípios, os autarcas da Ria decidiram abrir concurso para o estudo do modelo de integração dos próprios sistemas, cujas propostas são conhecidas segunda-feira.
Aveiro é uma das câmaras com bastantes reservas à proposta das Águas de Portugal, explicadas à Lusa pelo vereador Pedro Ferreira, da administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS).
"As infra-estruturas dos SMAS têm um valor superior a 50 milhões de euros, mas a AdP quer pagar apenas 10 milhões porque desconta o valor dos fundos comunitários (70 por cento), quando não foram eles que deram o financiamento, além de deduzirem o que já foi amortizado (cinco milhões)", disse o autarca.
"No entanto, quando quiserem entregar a privados vão fazê-lo pelo valor do negócio, ou seja, no caso de Aveiro o valor de mercado será de 36 milhões de euros", acrescentou.
Pelos cálculos de Pedro Ferreira, Aveiro tem cerca de 37 mil contadores, "que, à taxa actual, dão, cada um, um lucro de mil euros em 50 anos", concluindo que "é nessa base que deve ser encontrado o valor do negócio".
"Para isso, fazemos nós, seja para concessionar ou para vender, porque não temos de subsidiar nas tarifas o preço de municípios do interior que têm a água mais cara e controlamos nós o processo sem ingerências da AdP", afirmou.
Pedro Ferreira entende que a proposta das Águas de Portugal não interessa, em especial para municípios que já têm as infra-estruturas, como é o caso de Aveiro, com uma cobertura de saneamento de 99,5 por cento, ou de Ílhavo, com cerca de 70 por cento, podendo, quando muito, ter interesse para Vagos, que só tem dez por cento da rede feita.
Se é assim no saneamento, por maioria de razão o argumento é válido para a distribuição de água, porque a maior parte dos municípios já tem infra-estruturas capazes.
"Em Aveiro, a água dá lucro, enquanto o saneamento e os resíduos sólidos urbanos dão prejuízo, pelo que o lucro da água tem de cobrir os prejuízos dos outros", assume Pedro Ferreira, embora reconhecendo ser necessário outro modelo de gestão, porque, isolados, os serviços municipalizados e câmaras têm constrangimentos.
No seio dos representantes na AMRia são admitidas três soluções, além da proposta da AdP.
Uma das possibilidades é criar uma empresa intermunicipal para explorar as redes de distribuição em alta e em baixa, em que as infra-estruturas continuam a pertencer aos municípios.
Pedro Ferreira exemplificou como seria arquitectada essa alternativa: "No caso de Aveiro, que já tem as infra-estruturas, a empresa pagaria ao município os 36 milhões, enquanto no caso de Águeda, que tem ainda o investimento a fazer e representa um negócio de 16 milhões, a autarquia obteria por essa via 70 por cento de financiamento dos fundos comunitários e, como o investimento da Câmara seria de seis milhões, receberia 10 milhões de euros".
Uma variante desta solução, é associarem-se a um parceiro privado com conhecimento do negócio e a terceira hipótese é ser a empresa a constituir pelos 11 municípios a concessionar a exploração a um privado.
"As soluções intermunicipais são o futuro, porque não temos a dimensão de Lisboa e faz todo o sentido repensar a distribuição em baixa ao nível da bacia hidrográfica, até porque a água vem toda do mesmo sítio e não se compreende que as tarifas sejam diferentes", disse.
"Estão a ser feitos estudos sobre essas três possibilidades e depois iremos comparar com o modelo proposto pelas Águas de Portugal e decidir", explicou.
A AMRia integra os municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos.
In: Agência LUSA, 22/02/2008
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Porta de Mar - Ou o abraço entre o sal e o mel
Um vídeo com algumas das fotos da autoria de Paulo Magalhães que estiveram em exposição no Teatro Aveirense.
Fotos que nos mostram movimento, energia, serenidade, água, muita água, rostos e maresia. Dá gosto ver e rever este vídeo numa sexta-feira de sol... convida-nos mesmo ao passeio à beira-mar!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Um livro... sobre o Porto de Aveiro

A segunda parte da obra destaca o tema da estrutura orgânica e os diferentes sistemas administrativos do porto, desde a superintendência, passando pelas diferentes juntas autónomas, até à actual Administração do Porto de Aveiro, constituída em 1998. A partir de 1802, definem-se duas áreas: a administração (gestão financeira e de pessoal) e a engenharia (direcção de obras), explica a autora do livro. Nas várias juntas houve figuras públicas da cidade, que acabaram por participar activamente na gestão, tendo sido muito reivindicativos junto do governo central, sobretudo relativamente ao financiamento e à a independência económica, acrescenta.
Já a terceira parte do livro abrange a documentação relacionada com a engenharia da abertura da barra, ou seja, a cartografia, os planos que se vão fazendo sucessivamente. «Existem muitas descrições, imagens e desenhos da barra, feitos, sobretudo, pelos holandeses», revela Inês Amorim, acrescentando que depois do desenho e, a partir da década de 30, começam a surgir várias fotografias das obras. As obras de abertura da barra dividiram-se em diferentes fases e diversos engenheiros tanto portugueses, como holandeses, italianos, franceses, ingleses, entre outras nacionalidades. «Há nomes que conhecemos, que marcaram, definitivamente, a história da engenharia em Portugal, que têm uma produção cartográfica extraordinária», refere a historiadora.
Fonte: Newsletter Porto de Aveiro, edição nº 124, de 20 Fevereiro 2008
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
À noite...

Olhada como visão;
Com o seu fulgor etério,
Em noites de solidão.
Nos seus sombrios canais,
As águas a marulhar;
Lamentam com fracos ais,
A sua morte no mar.
Fui num barco passear,
Em clara noite de estio;
P'ra ver a lua e a ria,
Brilharem ao desafio.
Ao ouvir um rouxinol,
Adormeci a escutar;
Quando acordei é que vi
Uma tricana a cantar.
Muito mansinhas,
Em remoinho,
Lá vão seguindo,
O seu caminho.
Letra: Adriano Pires
Música: J.M. Horta
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Regata entre as Rias Baixas e a Ria de Aveiro - actualidade
Contar com a inscrição de oito dezenas de barcos à vela é o objectivo da II Regata Internacional entre as Rias Baixas, na Galiza, e a Ria de Aveiro a realizar de 1 a 10 de Maio. A organização espera duplicar o número de participantes relativamente á primeira edição da prova, já que tem despertado grande interesse por parte dos velejadores espanhóis.
Segundo Miguel Varela, da associação À Vela, a regata tornou-se já um dos principais cartazes turísticos da ria de Aveiro. Regata entre as Rias Baixas na Galiza e a Ria de Aveiro, que será apresentada hoje à tarde na Nauticampo, em Lisboa, é já a principal prova de vela ibérica.
http://www.noticiasdeaveiro.pt/
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Em dia dos Namorados...


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Ao Poente...

"Se eu fosse pintor, passava a minha vida a pintar o pôr do Sol à beira-mar. Fazia cem telas, todas variadas, com tintas novas e imprevistas.
É um espectáculo extraordinário. Há-os em farfalhos, com largas pinceladas verdes. Há-os trágicos, quando as nuvens tomam todo o horizonte com um ar de ameaça, e outros doirados e verdes, com o crescente fino da Lua no alto e do lado oposto a montanha enegrecida e compacta.
Tardes violetas, neste ar tão carregado de salitre que torna a boca pegajosa e amarga, e o mar violeta e doirado a molhar a areia e os alicerces dos velhos fortes abandonados ...
Um poente desgrenhado, com nuvens negras lá no fundo, e uma luz sinistra. Ventania. Estratos monstruosos correm do norte. Sobre o mar fica um laivo esquecido que bóia nas águas – e não quer morrer... " Raúl Brandão, «Os Pescadores».
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Ao fim da tarde...


domingo, 10 de fevereiro de 2008
A Gaivota e a Vida, que relação?
Quando pensei que nada poderia aprender com as Gaivotas eis que encontro este belíssimo filme, este emaranhado de ideias, esta... lição de vida!
Neste domingo soalheiro em que dá vontade de saír, passear, relaxar e ficar de bem com a vida, nada melhor do que levar estas ideias no pensamento...
A gaivota vai-me ensinando algumas coisas e convosco aqui partilho!
Bom domingo!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Ciclovia à beira do mar... - actualidade
A Câmara Municipal de Ílhavo decidiu ontem abrir concurso público para a construção de uma ciclovia e percursos pedonais ao longo da Avenida João Corte Real, na Praia da Barra, que vão ligar o largo do farol à ponte sobre a ria, no início da A25.
A empreitada vai a concurso por cerca de 300 mil euros e tem um prazo de execução de 100 dias.
A pista agora lançada a concurso vai , depois, ligar às ciclovias que vão ser construídas na ponte da Barra, no âmbito das obras de beneficiação em curso.
A autarquia tem também prevista uma ligação desta ciclovia à pista de bicicletas já existente na zona do relvado da praia da Costa Nova. Uma ligação que, na zona da Biarritz, será feita no âmbito das obras de enrocamento e requalificação do margem ponte do canal de Mira.
O objectivo da autarquia, com a construção da pista e dos percursos pedonais, é "melhorar o ordenamento e as condições de segurança de automobilistas, ciclistas e peões, que circulam na Avenida João Corte Real, arruamento central da área urbana da Barra".
A Câmara sublinha, por outro lado, que, com esta obra, aumentam significativamente "os já largos quilómetros de ciclovias do Município de Ílhavo"."
http://jn.sapo.pt
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Há alguns anos era assim...


quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Eu sei que é uma maravilha...
Aveiro: Ria candidata às sete maravilhas naturais do mundo
A Ria de Aveiro é candidata às sete maravilhas naturais do mundo, como «espaço de água de interesse mundial». A segunda edição da campanha é especificamente relacionada com a promoção da natureza e do meio ambiente.
A Região de Turismo da Rota da Luz revelou ontem a apresentação de uma candidatura da Ria de Aveiro à eleição das sete novas maravilhas naturais do mundo. A instituição liderada por Pedro Silva invoca o sucesso da campanha mundial lançada em 2007 pela fundação «7 Wonders of the World», que resultou na escolha das sete novas maravilhas do mundo, para justificar a iniciativa de candidatar a Ria de Aveiro àquele galardão.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Agora
Que a chuva cai devagar
Lá fora E a noite vem devorar
O sol E tudo fica em silêncio
Na rua
E ao fundo
Ouve-se o mar
Agora
Talvez te possas perder
Devora
O que a saudade te der
A vida
Leva pra longe pedaços
Do tempo
Deixa o sabor de um regaço
E ao fundo
Ouve-se o mar
Agora
Que a água inunda os teus olhos
E o mundo
Já não te deixa parar
No escuro
Voltam as estórias perdidas
Na alma
Onde não podes tocar
E ao fundo
Ouve-se o mar
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
O Mar - actualidade
A "erosão aceleradíssima" das dunas na Praia de Mira está a preocupar o presidente da Junta de Freguesia, Carlos Milheirão. A "culpa", diz, é dos esporões - quatro, ao longo da costa - que o Ministério do Ambiente construiu, há cerca de dois anos, para defesa da orla costeira, contra a sua vontade. "Depois disso, passou a verificar-se o desgaste das dunas de dia para dia", lamenta. O problema é que, enquanto os esporões contribuem para a acumulação de areias a norte, há um desgaste do areal a sul. Isto porque as correntes da nossa costa tendem a fluir de norte para sul.
Na praia de Poço da Cruz, Carlos Milheirão aponta as diferenças entre as dunas situadas de um lado e do outro do esporão. A sul, o "devorar" das águas é evidente há dunas reduzidas a metade. A arte xávega costumava fazer-se ali, mas "agora é impossível, porque a praia não tem distância que permita exercer a actividade", afirma o autarca. "Milhares de metros cúbicos de areia saíram, já, daqui. Se, no espaço de dois anos, desapareceu esta areia toda, é uma questão de pouco tempo até o resto ir também e o mar passar para o outro lado", sustenta o autarca. E lembra: "As dunas são a nossa defesa, as nossas muralhas".
O cenário de Poço da Cruz repete-se nos outros pontos da Praia de Mira onde existem esporões. "Insurgi-me, desde o início, contra estas construções", sublinha Carlos Milheirão. Defende, sim, os enrocamentos, construções paralelas à costa que "fazem o que a natureza em si faz criam bancos de areia que provocam o quebrar das ondas afastado da costa".A criação de esporões para evitar a erosão costeira, em Mira, foi uma má solução, concorda Maria de Lurdes Cravo, da associação de defesa ambiental Quercus. Porque, "por efeitos de dinâmica marítima costeira, as areias a sul, normalmente, desaparecem", reforça. Para a presidente da Assembleia Geral da Quercus, Carlos Milheirão "tem razão em estar preocupado". Há que apostar em "medidas preventivas", diz a ambientalista. A fixação de espécies vegetais características do cordão dunar, como o estorno, e de pára-ventos é uma delas. A ocupação humana, nomeadamente sob a forma de infra-estruturas, também é de evitar, explica.
Os esporões em causa já existiam, em Mira, "há bastante tempo", tendo sido "reconstruídos" a pedido da Câmara Municipal com o intuito de salvaguardar pessoas e bens, informou fonte do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional. Por ser problemática, no que respeita ao avanço do mar, essa é "uma das zonas mais acompanhadas e monitorizadas do país", disse ainda. Segundo a mesma fonte, "todas as medidas têm prós e contras" e, no caso dos esporões - estes previstos no Plano de Ordenamento da Orla Costeira -, existe escassez de areias a sul, sobretudo no Inverno. Uma situação que "pode ser corrigida".
In: http://jn.sapo.pt
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
O que seria sem ti?
Para aqueles que vivem longe do Mar é sempre motivo de alegria uma ida à praia, uma simples visita ao Mar... e para nós que vivemos à tua beira?
Como é que conseguimos sempre estar fascinados por ti e sentir a tua falta, a necessidade de ir até ti, receber a tua energia, ouvir o teu som e colher a maresia...
Mar, o que seria sem ti?
Mar,

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
POLIS da RIA - a actualidade
Aveiro: Polis da Ria no terreno em «dois ou três meses»
Os trabalhos da sociedade Polis criada especificamente para desenvolver projectos na Ria de Aveiro começarão «dentro de dois a três meses», garantiu esta semana o ministro do Ambiente.
In: http://www.diarioaveiro.pt/
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
O outro lado da pesca...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008
A gente do Mar...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
domingo, 13 de janeiro de 2008
Ainda a festa da beira-mar...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
o santo de hoje
Não poderia deixar passar o dia 10 de Janeiro sem falar no São Gonçalinho… Todos o conhecem assim em Aveiro."O beato s. Gonçalo era oriundo de Arriconha, freguesia de Tagilde, perto de Guimarães, onde nasceu no ano de 1190, numa nobre família minhota, de apelido Pereira.
Destinado à vida religiosa fez os seus votos de sacerdócio e tornou-se pároco de Tagilde.
Deixou a sua paróquia entregue a uma sobrinho, também padre, peregrinando pela Terra Santa, durante 30 anos. No regresso a Tagilde a paróquia foi-lhe negada pelo sobrinho.
S. Gonçalo, sem querer confusões, recolheu-se num monte de Amarante como eremita. Apenas vinha à vila para fazer as suas pregações, já que o povo apreciava muito o seu poder oratório. Acabou por falecer a 10 de Janeiro de 1259, seria beatificado em 1561 pelo Papa Pio IV, como resultado da devoção que d. João III teria pelo Santo."
De imediato pode não ser feita a ligação dos temas deste blog a este Santo… Mas ele sempre foi acarinhado pelo povo da beira-mar, e por isso a sua relação a Aveiro, ao mar e à ria. Aqui vos deixo uma pequena história curiosa acerca do São Gonçalinho que demonstra bem a ligação da gente do mar para com este exemplo de vida que foi o São Gonçalinho.
"O povo do bairro da beira-mar, durante o Verão, vivia a safra do sal, e de Inverno, na faina da pesca na ria. Num ano em que a pesca ia muito má, um pescador, que diariamente passava pela capela de S.Gonçalinho, naquele dia decidiu fazer uma promessa ao Santo. Se naquele dia tivesse uma boa pescaria, a primeira bateira de peixe que apanhasse seria para o Santo.
Seguiu para a faina e em pouco tempo tinha a bateira cheia. No entanto, disse para consigo que aquele peixe seria para ele e a próxima bateira que apanhasse entregaria ao Santo.
Terminava este pensamento e deu-se uma grande marola na ria, virou-se a bateira e perdeu-se todo o peixe. Naquele dia, não conseguiu pescar mais nada!"
Durante o próximo fim de semana realizam-se as festas em honra de São Gonçalinho no bairro da beira-mar sendo conhecidas por todo o país pela sua característica ímpar de “choverem” pães de açúcar, denominadas cavacas, do alto da capela.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Do alto do meu farol...

Vejo o molho sul e o norte,
Estou mais perto do Sol,
Sinto o vento fraco e o forte...
Do alto do meu farol,
Como é lindo ver o mar
Ouvir um rouxinol
E a maresia inalar...
Do alto do meu farol
A sonhar peço um desejo,
Num radiante pôr-do-sol
Ir à Barra dar-lhe um beijo!
Poema inédito. Créditos: Gaivota da Revessa.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
A ria a correr nas entranhas...
Tal como eu citei, no último post, a forte ligação dos aveirenses com a Ria, o Mar e tudo o que seja marítimo houve alguém que o fez da melhor maneira! Aqui vos deixo um texto de um aveirense cheio de orgulho e paixão pela sua terra. É de D. João Evangelista de Lima Vidal, Bispo e Poeta. Celebra-se a 5 de Janeiro 50 anos após a sua morte.
Vale a pena ler e saborear!
“Eu nasci em Aveiro ao que suponho na proa de alguma bateira. Fui baptizado à mesma hora nas águas da nossa Ria. Abriram-se-me os ouvidos ao som cadencioso dos remos no mar. Ao pio estríbulo das famintas gaivotas, ao pregueado inocente dos pescadores, encheu-se-me o peito à nascença do ar salgado da maresia.
S. Francisco de Assis chamava a estas coisas irmãos: o irmão Vouga, o irmão luar que à noite prateia, os irmãos peixes, as irmãs espumas, areias, estrelas. Mas aqui há mais do que uma simples fraternidade, há mais do que a suave harmonia da natureza e da alma de Aveiro; chego a crer que há uma verdadeira encarnação: o encontro de duas coisas no mesmo ser.
Nós, os de Aveiro, somos feitos dos pés à cabeça de Ria, de barcos, de remos, de redes, de velas, de montinhos de sal e areia, até de naufrágios. Se nos abrissem o peito encontrariam lá dentro um barquinho à vela ou então uma bóia ou uma fateixa ou então a Senhora dos Navegantes. Assim plasmado de Aveiro, com os beiços a saber a salgado, a pingar gotas de ria por todo o corpo, por toda a alma, eu sou uma nesga, embora minúscula, desta deliciosa aguarela de Aveiro. Eu sou um pedaço da nossa terra.”
D. João Evangelista de Lima Vidal, ilustre aveirense. (02-04-1874/05-01-1958)
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Vai chegar 2008...
2008 está quase a chegar... Tal como nesta foto, que o novo ano seja virado para o céu! Sempre com os olhos postos no futuro, nas nossas expectativas, nas nossas esperanças e acima de tudo disparando em direcção à realização dos nossos sonhos...
2008 está quase a chegar... Que o novo ano possa ser a ponte que nos levará aos outros... A todos aqueles que, por algum motivo, nos lembramos menos vezes, simpatizamos menos... Que seja tambem a ponte para vermos o Mundo de outra forma respeitando a igualdade pelos nossos semelhantes...
2008 está quase a chegar... E com ele renovam-se promessas para a vida, metas para atingir... Umas nunca chegarão ao céu da nossa realidade, outras decerto que atingirão a nossa vida de variadas formas, brilharão no nosso céu e espalharão a nossa alegria pelos outros...
E 2008 está mesmo quase a chegar... Que, como nesta fotografia, o novo ano seja cheio de tudo e de nada... De tudo o que nos faz feliz e de nada o que nos possa ''deitar abaixo''!
Desejo a todos os que por aqui passam e irão passar um 2008 cheio de brilho, cheio de trabalho, cheio de alegrias, cheio de saúde e cheio de pequenas felicidades...
Que as velas do moliceiro que se erguem no vosso coração possam sempre estar dispostas a amparar os ventos maliciosos e singrar na Ria calma... Que a proa do ''vosso'' moliceiro seja sempre bem colorida e o calado bem grande para guardar tudo o que for recordação.
FELIZ ANO 2008!!!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Bicicletas aquáticas a caminho da Ria
Ontem foi dia de demonstrar e experimentar as bicicletas aquáticas que vão circular nos canais urbanos da Ria de Aveiro, já no próximo ano. Junto ao Quiosque BUGA (ao lado do Forum Aveiro), foram muitas as pessoas que pararam alguns minutos da sua azáfama natalícia e observaram os «estranhos» veículos que circulavam no Canal Central. As bicicletas aquáticas prometem dinamizar o sector turístico na cidade de Aveiro, dar mais dinamismo aos canais urbanos e proporcionar a todos uma forma diferente de visitar a cidade. De acordo com o vereador Pedro Ferreira, devem começar a ser vistas na Ria «pouco antes da chegada da Primavera». Um projecto que resulta da parceria entre a MoveAveiro – empresa municipal de mobilidade, e a Media One, uma empresa recentemente criada, com o objectivo de desenvolver projectos na área da publicidade, multimédia e Internet. As bicicletas aquáticas vão ser disponibilizadas em formato de um e dois lugares, terão que ser pagas pelos utilizadores, ao contrário do que acontece com as BUGA’s, e vão ficar atracadas na zona do Quiosque BUGA, num ancoradouro que ainda será construído. Quanto aos percursos, só poderão ser definidos após a aprovação do projecto pela Capitania do Porto de Aveiro.
Vítor David é o criador das bicicletas aquáticas e explicou ao Diário de Aveiro tratar-se de um «projecto que foi evoluindo aos poucos e por fases». Tudo aconteceu ao longo de dois anos, num período em que Vítor David esteve desempregado e «a sua concepção foi muito inspirada na estrutura dos catamarans, quer em termos de formas, quer até de materiais». Neste momento, este criador está a ultimar os pormenores para a criação de uma empresa que se vai ocupar do fabrico destes veículos. A sede será em Sangalhos e o pavilhão/fábrica ficará localizado na Borralha (Águeda). Mas o dia de ontem também serviu para a MoveAveiro apresentar à cidade o novo veículo da sua frota. «Trata-se do superar de uma lacuna há muito sentida na empresa municipal, isto é, a falta de um autocarro adequado a viagens longas. Terá capacidade para cerca de 60 pessoas e poderá ser alugado», explicou Pedro Ferreira ao Diário de Aveiro.
E neste, tal como em todos os autocarros da frota da MoveAveiro, vai começar a funcionar uma nova plataforma de comunicação. Também resultado da parceria entre a empresa municipal e a Media One, trata-se de uma plataforma designada «moveTv» e consiste em écrans LCD estrategicamente colocados no interior dos autocarros onde vão ser, constantemente, transmitidos conteúdos informativos, de teor cultural, serviços, publicidade, entre outros. Numa segunda fase, esta plataforma vai possibilitar uma interactividade com os passageiros, nomeadamente, o envio de horários via «SMS», ou ainda permitir o acesso à Internet durante as viagens. Está ainda prevista uma futura interligação com o sistema GPS, informando os utentes da localização e o tempo de espera de cada autocarro.
Notícia do dia 23 de Dezembro de 2007, disponivel em www.diarioaveiro.pt.
domingo, 23 de dezembro de 2007
O Natal Aveirense!
sábado, 22 de dezembro de 2007
A nossa Ria...
Um poema de amor é sempre uma escrita fascinante que nos leva a fantasiar… O poema que vos deixo, transformado depois numa música, coloca a Ria de Aveiro como a ninfa inspiradora do autor… Aquela que espelha os desejos dos Homens, aquela companheira que, de forma silenciosa, assiste aos mais belos romances de amor… Um Verdadeiro Paraíso da Alegria!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
A Botadela

Por alturas de Maio a marinha era colocada a sal novamente dando-se o nome de “botadela”, significando botar a marinha a sal.
Todos se ajudavam mutuamente… Os marnotos de cada marinha ajudavam os colegas e iam rodando por todas as marinhas.
Quando chegava a hora do almoço, a que os marnotos chamavam curiosamente de “jantar”, as mulheres iam ter com eles levando o farnel ou fazendo-o lá no palheiro. Era típico neste dia comer-se uma caldeirada de peixe.
Aqui deixo outra canção própria da Botadela.
Escusado é procurar
Não há sal como de Aveiro
Podem ir de Norte a Sul
O nosso é sempre o primeiro
Debaixo de um sol ardente
Que até corta o coração
Andamos na faina da vida
Para ganhar o nosso pão
Vamos todos nos ajudar
Nas marinhas a sal botar…
E depois dela botada
Vem a bela caldeirada!
domingo, 16 de dezembro de 2007
A safra...
Painel de azulejo da Fábrica Aleluia, 1992.
sábado, 15 de dezembro de 2007
O sal nasce...
Representação de uma Salina em miniaturaAs salinas são espaços organizados de modo a encaminhar a água salgada para as superfícies destinadas à evaporação. À medida que a água passa de um reservatório para o seguinte, a concentração de sal vai aumentando. Tendo isto em conta, coloca-se por ordem de salinidade crescente os seguintes reservatórios: PEJO, SUPERFÍCIE DE EVAPORAÇÃO E CRISTALIZADORES.
Normalmente as salinas trabalham de Março a Dezembro, respectivamente o início da actividade da marinha (preparação, arranjo e limpeza) até ao transporte do sal e alagamente da salina. Ver imagens ilustrativas a seguir.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Sal de Aveiro








E até em vários momentos...










