sexta-feira, 25 de abril de 2008

Uma Gaivota voava...

"Uma gaivota voava, voava
Asas de vento, coração de mar..."

Todos nós já ouvimos esta canção e muito já a trauteámos em pequenos... Ela foi um dos hinos do 25 de Abril de 74, data histórica para Portugal.

Mesmo nesta época marcante a ligação ao mar não é esquecida e para que dá maior ênfase quando se interliga a liberdade ao mar que outrora nos "libertou"...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

"Dragagem da barra de Aveiro escava polémica"

Divergência - Administração do Porto de Aveiro garante que as águas interiores da ria não serão afectadas mas a Junta de Freguesia de Cacia exige a minimização dos efeitos da obra
Texto dePedro José Barros

O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da intervenção que se está a preparar na zona da barra de Aveiro abriu a polémica entre a Junta de Cacia e a Administração do Porto de Aveiro (APA). O documento não menciona consequências da obra para os canais interiores da ria e o presidente da Junta, Casimiro Calafate, exige "medidas minimizadoras" da subida água. Já o presidente da APA, José Luís Cacho, afasta todos os prejuízos para as águas interiores e diz que o autarca "desconhece" o projecto.

Está em consulta pública durante o mês de Abril o resumo do EIA referente à intervenção na zona da barra de Aveiro, um projecto que prevê uma dragagem de inertes e o reforço do cordão dunar na Costa Nova. O documento nada diz quanto a possíveis consequências da obra para as zonas a montante, como as freguesias de Cacia, Canelas e Angeja, devido ao seu contacto directo com a ria de Aveiro.

Uma omissão repudiada por Casimiro Calafate, autarca de uma freguesia que tem visto os seus campos agrícolas morrer progressivamente devido à invasão da água salgada, tendo em conta a inexistência de um sistema de retenção. "Sempre que se procura aumentar a capacidade do porto de Aveiro para receber navios de maior calado, maior se torna a velocidade da água na amplitude de marés. O resumo não fala das consequências a montante e vamos ter mais um agravamento do problema na ria por não haver medidas minimizadoras do aumento da cota", salienta.

Sem se manifestar contra a obra em si, o presidente da Junta de Cacia exige, no entanto, que seja tomadas "medidas minimizadoras" para "não agravar a situação existente". Medidas que contrariem as cheias e a entrada de água salgada nos campos.
Notícia completa em: www.oaveiro.pt

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Senhora do Mar

Esta foi a música que ganhou o festival da canção 2008. Ela fala-nos de uma "Senhora do Mar", colocando-nos num embalo das ondas e num sofrimento de tantas mulheres que perderam os seus amores nas águas salgadas...

SENHORA DO MAR,
ANTE VÓS, ME TENDES CAÍDA.
QUEM VEM TIRAR MEIA DA VIDA E DA PAZ
DESTA MESA, DESTA CASA, PERDIDAS?
AMOR, QU’É DE TI?

SENHORA DO MAR,
ANTE VÓS, MINHA ALMA ESTÁ VAZIA.
QUEM VEM CHAMAR A SI O QUE É MEU?
Ó MAR ALTO, TRAZ PR’A MIM,
AMOR MEU SEM FIM!

REFRÃO

AI, NEGRAS ÁGUAS, ONDAS DE MÁGOAS,
GELARAM-M'O FOGO NO OLHAR.
ELE NÃO TORNA A NAVEGAR!
E NINGUÉM VOS VÊ CHORAR,
SENHORA DO MAR!

QUEM VEM TIRAR MEIA DA VIDA E DA PAZ
DESTA MESA, DESTA CASA, PERDIDAS?
AMOR, QU’É DE TI?

AI, NEGRAS ÁGUAS, ONDAS DE MÁGOAS,
GELARAM-M'O FOGO NO OLHAR.
FERIDAS EM SAL, REZAS EM VÃO...
DEIXAI SEU CORAÇÃO
BATER JUNTO A MIM!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O Mar...

O céu, azul de luz quieta,
As ondas brandas a quebrar,
Na praia lúcida e completa
Pontos de dedos a brincar.
No piano anónimo da praia
Tocam nenhuma melodia
De cujo ritmo por fim saia
Todo o sentido deste dia.
Que bom, se isto satisfizesse!
Que certo, se eu pudesse crer
Que esse mar e essas ondas
e esse Céu têm vida e têm ser.
(Fernando Pessoa)

E eis que depois de um fim de semana de mau tempo, de chuva, vento e algum frio a segunda feira faz-nos entrar noutra semana... Também por ser outra semana vos deixo aqui um poema, pequeno, é certo, mas daqueles com os quais me interrogo. O final interroga a vida e o ser do mar, das ondas e do céu...

Eu creio que haja vida e ser neste mar e ceu que me transmitem a serenidade através da agitação as ondas e a paz através do brilho das estrelas, só assim se justifica o efeito que tem em nós!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Ei-la...

No post anterior fiz referência à única vendedora de peixe de porta a porta... Hoje mostro-vos a Ti Joaquina nestas fotos cedidas gentilmente por uma das suas netas. (direitos reservados)
Aqui fica ilustrado e para sempre ficará eternizado que, em pleno século XXI, ainda existe uma peixeira na cidade de Aveiro... Que vai de porta em porta, de freguesa em freguesa, distribuindo sorrisos, abrindo-se à conversa, posando para a foto e vendendo o lindo e prateado peixe que transporta à cabeça...





quarta-feira, 16 de abril de 2008

Hoje é Dia Mundial da Voz!

O Dia Mundial da Voz tem como objectivo a sensibilização para a importância da voz, suas alterações e os cuidados a ter, para manter uma voz saudável.


O que é a Voz? Desde sempre, que o homem sente necessidade de comunicar, sendo a voz um dos veículos de transmissão da mensagem, de forma a expormos as nossas ideias com clareza e eficácia. Também constitui um instrumento, relevante na socialização (como factor de estabelecimento das relações), estimulando reacções de interesse, de alegria, permitindo desenvolver afectividade. Pode-se considerar a voz, como o resultado da expressão corporal, dependente do bem estar físico e psíquico do indivíduo.


A voz deve possuir um conjunto de características (intensidade, altura, duração e ritmo), permitindo um uso adequado e sua percepção agradável aos outros. Quando estas características, se alteram, instala-se um desvio, ou seja, deixa de ser aceite como “normal” se não estiver adequada ao sexo, à idade ou ao contexto sócio-cultural.


E a voz também tem a ver com o mar, a pesca, as actividades marítimas... Melhor dizendo em qualquer impulso de comunicação surge em primeiro lugar a voz. Mas, no âmbito deste blog a voz pode ser lembrada pelas falas, gritos, conversas e ordens dos homens do Mar... Podemos imaginar as suas pequenas conversas enquanto esperam pelo peixe, em pequenos gritos quando recolhem as redes, entre risos depois de uma boa pescaria, ou entre choro quando do Mar surge alguma desgraça...
Em terra firme, as mulheres dos pescadores, invadiam a cidade com pregões de vários estilos, fazendo soar a voz bem alto aos quatro ventos para que pudessem ser ouvidas e vender "o seu peixe". Hoje em dia já não se ouvem estes pregões, já não ouvimos as vozes destas mulheres que o tempo calou. Actualmente em Aveiro apenas resiste ainda uma senhora que, com os seus 80 anos, percorre algumas ruas da freguesia da Vera-Cruz vendendo ainda o peixe de porta em porta. Como sempre disse em toda a vida, cada vez que coloca a sua canastra à cabeça grita peixeeeeeeira, lembrando a uns e dando a conhecer a outros que vai a passar a "Ti Joaquina", como por todos é conhecida carinhosamente.


Noutros tempos ainda se ouviam outros pregões:
"Querem comprar ovos moles ou mexilhão? Água Fresca?"

"Querem comprar camarinhas? Camarinhas?"


"Olha a bela sardinha... Vivinha da Costa!"




O primeiro pregão era típico do largo da Estação de Aveiro, onde estavam as vendedeiras de ovos moles que, ao mesmo tempo vendiam mexilhão e dávam água fresca a quem chegava cansado da viagem...


O segundo pregão mais típico da zona central da cidade onde, por altura do Verão, se concentravam as mulheres vindas de São Jacinto e de Mira, vender as camarinhas. Um fruto branquinho, que cresce nas matas perto do mar, era vendido à medida e ainda é hoje muito apreciado, mas pouco conhecido.

O último pregão é talvez o mais conhecido, chegando mesmo aos dias de hoje e pode ser ouvido várias vezes no mercado do peixe em Aveiro ou ainda no Mercado da Costa Nova.

Aqui fica um pequeno exemplo de como a vozes das gentes do Mar se fazem ouvir...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Naquele miradouro...

Ontem fui ver o pôr do sol... até podia ser um dia especial, mas não... Apeteceu-me apenas parar, logo ao início da semana, e deixar-me invadir por aquele sentimento inexplicável que o poente nos transmite...
Num fim de tarde de plena primavera corria a brisa suave e embalava-nos a locais belos, distintos e de grande originalidade como este.. fica o flashe!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Prôa de Barco





Serenamente esguia,

Hierática e dolente,

Como colo sereno de gaivota

Sobre espelho da Ria,

A sua Sombra segue em sua rota,

Serenamente...


Ao longe, um Sol doente,

Com laivo outonais de quem tem mágoas,

Vai a enterrar p'rás bandas do Poente,

No Cemitério Oceânico das Águas.


E a sombra desse colo de gaivota,

Serenamente esguia,

Prôa de Barco! - Segue a sua rota

Sobre o espelho da Ria.


Oh Pescador!

Que desenho bizarro e divinal

Foste um dia encontrar

Nas velhinhas legendas do Passado

Que desse a Forma esbelta, original

À curva desse colo encastoado

Nas praias imortais de Portugal?


Foi tua Dama, feita d'Água e Espuma,

-Filha daquelas vagas que, uma a uma,

Morrem na areia assim que a onda parte,

Que ditou o modelo, que não tinhas,

Ao recorte feliz das suas Linhas,

À simbolização da tua Arte?!


Reverberos do Sal lá das Marinhas,

Canções de Amor e Cantos de Sereias;

Grãos Ducados de Escravos e Rainhas

Com Castelos mouriscos nas Areias;

Constelações de estrelas a brilhar,

Névoas de manhã fria, humedecida,

- Tudo deu Forma, e Cor, e Luz, e Vida

À Proa do teu Barco...


É Ela o teu Destino e o teu Tormento...

E, quando se ergue a vela, em noite escura,

Quando se cavalga, em desatino, o vento,

Será também a tua Sepultura.


E a tua Dama de figura estranha,

Essa que tem um verde e estranho olhar,

Aonde, ao mesmo tempo, se desenha

Toda a Alegria e o teu Penar,

O teu Amor e a tua Dor tamanha,

- Prôa de Barco, ao vento, a deslizar...


A tua Dama - Pescador! - é o Mar!
Aveiro, 7.3.1944



Poema retirado do Pasquim, nº 18, III Série, 2008, da Confraria Gastronómica de São Gonçalo.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O homem do leme... (ou o leme do Homem)

Hoje, a letra desta grande música!



Sozinho na noite um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito ofusca as demais.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,a vida é sempre a perder...


No fundo do mar jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos descanso eterno lá encontraram.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,a vida é sempre a perder...

No fundo horizonte sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo foge o futuro, é tarde demais...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir, a vida é sempre a perder...


Intérpretes: Xutos e Pontapés

terça-feira, 8 de abril de 2008

O Homem do Leme

E depois do grande dia de comemoração voltamos aos dias ditos normais... e eis que me assalta aquela ideia, num dia cinzento, daqueles que fizeram do mar as suas vidas e deram vida à Barra de Aveiro.

Aqui fica o videoclip do grande grupo Xutos e Pontapés, com o tema "Homem do Leme", que canta a história de muitos que partiram e lá ficaram, aqueles que serão eternamente conhecidos pelos últimos que abandonam o barco...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A Banda da Armada

Ontem o terceiro acto das comemorações do bicentenário da abertura da Barra de Aveiro constava no concerto da Banda da Armada. As fotos foram lá tiradas mas, a fotografia ainda não transmite aquilo que só presenciando se vive... Eram cerca de 80 músicos em palco que enfeitiçaram o público presente, envolvendo-o com os sons harmoniosos, com peças cheias de energia, dos andantes aos stacatos, dos ritmados ao muito lento...


Ouviu-se música, respirou-se música que nos fez reportar para cenas principais de vários filmes do nosso imaginário, desde operas, operetas e até ao famoso Tintim... todos poderiam ter passado pelos neurónios da nossa memória embrenhados pela arte de bem combinar os sons, que é a música! Mas nas peças tocadas não foram esquecidos os motivos marinhos, o som da água, das conchas e até um "terra à vista" foi lançado do palco como que a relembrar aos presentes a razão de estarem ali!

Foi uma noite memorável, uma noite de cultura, uma noite de comemoração! Aqui vos deixo as fotos e o hino que foi cantado e tocado pela Banda da Armada encerrando assim o concerto.






Os marinheiros aventureiros
São sempre os primeiros
Na terra ou no mar.
Ao ver as belas
Pelas janelas,
Soltam logo as velas
Para as conquistar.

A navegar,
Sobre as ondas, desde Goa,
Nós viemos a pensar
Nas meninas de Lisboa.
Desembarcados,
Mesmo assim, os marinheiros
Vão ficar ancorados
A uns olhos traiçoeiros.

Salgadas pelo Mar
As nossas bocas vêm,
Vêm procurar o mel que os beijos têm,
Que é tão bom para as adoçar.
Largamos vela na ribeira de Pangim,
A pensar numa janela enfeitada de alecrim.
Entrando a barra,
Mal a nau chega a Belém,
O marujo deita amarra
À mulher que lhe convém.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Bicentenário da Barra de Aveiro na RTP

Na véspera do bicentenário da Barra de Aveiro a RTP criou uma reportagem interessante, juntando várias forças ligadas ao tema. Eis o resultado de um directo, no "Portugal em directo", naquela "nossa" caixinha mágica!

Hoje a barra de Aveiro faz 200 anos...

Este é o painel cerâmico, da autoria de Zé Augusto, que será inaugurado hoje no âmbito do aniversário. Trata-se do embelezamento de uma das paredes junto à chamada "praia velha" dando-lhe um ar dinâmico e colorido, ostentando motivos marinhos, desde a pesca aos pescadores, dos barcos ao farol.
Este é apenas um dos acontecimento do dia de hoje. (ver mais no post anterior).
Foto: Newsletter Porto de Aveiro, edição nº 130, 3 de Abril 2008.

terça-feira, 1 de abril de 2008

O dia da comemoração!

-- O primeiro acto terá início às 16 horas, no edifício da Antiga Capitania, procedendo-se ao lançamento da obra “Porto de Aveiro: Entre a Terra e o Mar”. A apresentação do livro estará a cargo de Veloso Gomes, professor universitário, engenheiro hidráulico, e da autora da obra, Inês Amorim, professora de História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Segue-se a inauguração de uma exposição de cartografia, intitulada «A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 – 1932, no Arquivo Histórico da Administração do Porto de Aveiro», que ficará patente na antiga Capitania do porto de Aveiro até 3 de Maio. A historiadora Inês Amorim é, também, comissária da exposição, a par com o Prof. Doutor João Garcia. Os dois especialistas foram os responsáveis científicos pela equipa que, durante mais de um ano, inventariou parte do espólio do arquivo do Porto de Aveiro, tratando-se a APA da única administração portuária a proceder a este tipo de trabalho.


-- O segundo acto inicia-se às 18 horas, na Praia do Farol, com a recepção dos convidados e um Welcome Drink. Às sete da tarde, hora que os registos históricos indicam como tendo sido a da abertura da Barra de Aveiro, ouvir-se-á a Ronca do Farol. Seguem-se “Honras a Terra”, por navios da Marinha Portuguesa. 15 minutos mais tarde, interpretação da peça musical inédita, concebida especialmente para este acto. A peça musical de ode ao bicentenário, será entoada pelo Coro da Casa do Pessoal do Porto de Aveiro, acompanhado de quinteto de sopro. Dez minutos depois, o Ministro Mário Lino, o Presidente da APA, José Luís Cacho e o Presidente do Município de Ílhavo e da Associação de Municípios da Ria, Engº. Ribau Esteves proferirão discursos celebrativos da data. Haverá ainda lugar à evocação de cartas alusivas à abertura da Barra de Aveiro, textos da autoria de Luís Gomes de Carvalho. Este segundo acto concluir-se-á cerca das 20 horas com a inauguração de um painel cerâmico de exterior, da autoria do artista aveirense Zé Augusto, e com a entrega dos prémios aos vencedores do concurso de fotografia “Porto de Encontro”.


-- O terceiro acto cumpre-se com um concerto pela Banda da Armada. Início previsto para as 21h 30m, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro. O concerto é aberto a toda a comunidade.

In: Newsletter do Porto de Aveiro, edição nº 128, 1 de Abril.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Aqua Fashion...



Este evento decorreu no passado sábado, dia 29 de Março. Foi uma passagem de modelos promovida pelo Fórum Aveiro e que atraiu centenas de olhares curiosos que queriam ver as estrelas da passadeira vermelha, caras bem conhecidas do grande ecrã, a envergarem roupas de marca reconhecida.
Como o próprio voz off disse: "mais um evento com a cidade de Aveiro como palco, a ria como cenário e a água como passerelle"...

sexta-feira, 28 de março de 2008

O dia do Teatro!

“Ontem, dia 27 de Março, foi o dia Mundial do Teatro. A Ria de Aveiro, cada vez mais famosa e sempre falada neste blog, inspirou vários poetas, como já dei a conhecer… Mas, neste dia partilho convosco algo que me pareceu muito interessante. Em Aveiro existe um grupo de teatro denominado CETA, Circulo Experimental de Teatro de Aveiro, que apresenta no seu site (embora desactualizado), um texto dramático em que, curiosamente a ria é uma das personagens…

Este é o site onde podem ler:
http://www.prof2000.pt/users/hjco/ceta/pg003500.htm.

Convido-vos a passar por lá neste dia, imaginarem a encenação de tal peça… A mim levou-me a pensar como seria triste uma ria vazia, uma mãe de tantos filhos que os começa a “deixar fugir”…

terça-feira, 25 de março de 2008

Lá estão sempre elas..


“Mais uma vez as gaivotas pairam sobre este blog e enchem-no de movimentos de liberdade. Num local da nossa ria, agora cuidado e aprazível, as gaivotas gostam de estar, nadar e esvoaçar…

É junto ao centro de congressos de Aveiro, onde tantos vêm de fora, que estes belos cicerones da cidade dos canais os brindam com os seus sons característicos e com as suas derrapagens no ar…”

domingo, 23 de março de 2008

Eis a luz...


Em domingo de Páscoa as gaivotas visitam a cidade de Aveiro e os canais enchem-se de moliceiros... no bairro típico da beira-mar cantam-se aleluias e o sol abrilhanta o domingo mais radiante da história...
Boa Páscoa para todos!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Ria de Aveiro entre as áreas prioritárias - actualidade

Ria de Aveiro entre as áreas prioritárias para defesa do litoral mas ainda sem Polis aprovado
A Ria de Aveiro foi confirmada esta quinta-feira pelo Governo entre as três áreas de intervenção prioritária para operações de requalificação e valorização do litoral, embora não tenha sido ainda aprovada a criação da sociedade Polis para a gestão do território lagunar.

Notícia integral em www.noticiasdeaveiro.pt, 20 de Março de 2008.

Os turistas invadem a Veneza Portuguesa!

A Região de Turismo Rota da Luz apostava no aumento de turistas em Aveiro e eis que em vários locais já se ouve falar castelhano o que nos revela que, efectivamente andam por cá turistas, essencialmente espanhois... Em ruas estreitinhas vagueiam pessoas de máquina fotográfica desembocando depois num canal da Ria que os acompanha até aos principais monumentos e os faz sonhar...

Uma das sugestões lançadas nesta altura constavam "dos passeios diurnos e nocturnos de barco moliceiro nos canais urbanos, circuitos no autocarro panorâmico, percursos pedestres guiados abordando diferentes temáticas e um programa gastronómico intitulado “Sabores Tradicionais”."

E para os que tivessem menos sentido de orientação e para aumentar o apoio turístico junto dos visitantes a Rota da Luz criou ainda uma linha azul turística - 808 20 30 54 - disponível das 9h às 22h, com custo reduzido para os turistas e que permite um acesso directo à informação. Técnicos da região vão ainda utilizar as bugas (bicicletas de utilização gratuita em Aveiro) para percorrer os distintos pontos da cidade e região, distribuindo folhetos informativos e facultando informações.

O novo cartão turístico é outra das apostas lançada oferecendo aos visitantes descontos que vão desde os 15% aos 50%, em produtos, equipamentos e serviços de uso turístico, estando mais direccionado para a “família”.


Bons motivos para visitar a cidade dos canais, valorizarem esta beleza natural e através do "mouth to mouth" atrair outros turistas a Aveiro.

O Sol tem aparecido, ainda que envergonhado, as comemorações da Semana Santa estão à porta e a Feira de Março abre as portas para ainda acolher os turistas que passam cá a Páscoa. Motivos que a muitos passam despercebidos mas que, aos turistas que vêm à procura de lazer, descanso e/ou entropia fazem a diferença e esperamos, de coração, que faça a diferença pela positiva!

terça-feira, 18 de março de 2008

Canais da Ria...


Canais da Ria, marinhas

As velas do moliceiro

Ovos Moles, camarinhas, mexilhões

Terras de Aveiro.


Montes e montes de sal

Por essas lonjuras além

Não há vinhedo ou trigal

Que valha o que Aveiro tem...



Cidade linda da Ria

Cheia de azul e de sol

Marinhas, sal, poesia

E logo que morre o dia

Há luz branca do farol...


Salineiras de chinelas

Passam a rir e a cantar

São as sereias mais belas

Dos canais da beira-mar


Meu Portugal marinheiro

Tens aqui tantas vitórias

João Afonso de Aveiro

Conta-me as tuas memórias...


Letra de uma canção típica de Aveiro, interpretada por vários grupos culturais.

segunda-feira, 17 de março de 2008

No baú do sótão II...

Foto da colecção Henrique Ramos, "Canal Central".
A relembrar como seria o nosso Canal Central, tão diferente do que conhecemos agora... ao fundo pode ver-se a Capela de São João, no Rossio, actualmente extinta.
As embarcações preenchiam o canal e tornavam-no activo, nos tempos de hoje quase nem se vê movimento de barcos, a não ser, de vez em quando, aparecerem uns moliceiros passeando os turistas mais destemidos!
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades... mas a ligação "maternal" à nossa ria permanece...

quinta-feira, 13 de março de 2008

Se eu fosse um Barco de Aveiro

Na sexta e sábado passados realizou-se mais um Festilha, Festival de Tunas de Ílhavo. Como sempre o concelho que tem "o mar por tradição" acolheu um conjunto de tunas de grande categoria tendo enfeitiçado o exigente público presente nos dois dias de festival.

Neste pequeno filme mostra-nos uma canção de Aveiro entoada pelos caloiros da Tuna Universitária de Aveiro. Assim que o vi fez-me pensar que também numa tuna há a transmissão da afeição por esta terra à beira-mar. É com todo o orgulho e respeito, quase mesmo responsabilidade, que estes caloiros entoam a música "Se eu fosse um barco de Aveiro". É desta forma que se propaga o legado aveirense e que se faz com que estes jovens cantem a cidade dos canais, que para sempre será recordada como a cidade que os acolheu.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Comemorações da abertura da Barra de Aveiro



Foi há 200 anos que o Eng. Luís Gomes e Carvalho escreveu ao Rei de Portugal, que se encontrava no Brasil, comunicando que tinha conseguido manter aberta a Barra de Aveiro e, a 3 de Abril, a Administração do Porto comemora o bicentenário da obra, com uma conferência internacional, a 30 de Maio, e um programa com vários eventos, ao longo do ano, enquanto prepara o avanço do Molhe Norte em mais 200 metros, e avança com obras de desenvolvimento, como a linha ferroviária de ligação à linha do Norte.


O programa de comemorações do bicentário, que já se iniciou em 2007, foi o tema de uma conferência de imprensa esta terça-feira para anunciar os próximos eventos.



A construção da ferrovia de ligação entre a linha do Norte e o Porto de Aveiro encontra-se «dentro da calendarização», segundo o presidente do Conselho de Administração da Administração do Porto de Aveiro (APA), José Luís Cacho, e esta constitui uma obra que permitirá avançar para a exploração da movimentação de contentores, cuja concessão será em 2010. Segundo José Luís Cacho, «há contactos internacionais» para o desenvolvimento do negócio dos contentores e plataforma logística.


O prolongamento do Molhe Sul em mais 200 metros é outra frente da APA, o que permitirá abrir o porto a navios com mais comprimento e calado». Está previsto que seja possível a entrada de navios com 200 metros mas de uma forma faseada até àquele comprimento. O porto prevê realizar operações de dragagem da barra até à cota -12,5, o que possibilitará a abertura dos mercados asiático, EUA, África do Sul, havendo já «alguns movimentos com a Índia», segundo o presidente da APA.


Quanto à obra do Molhe Norte, custará entre os 20 e os 30 milhões de euros, e será desenvolvida durante dois anos, a partir do final de 2008 e princípios de 2009. Nesta altura, depois de elaborado o estudo prévio, decorre o concurso para a elaboração do projecto de execução e, posteriormente, será lançada a obra a concurso.


Conferência internacional

A apresentação do projecto do prolongamento do Molhe Norte é um de três a apresentar durante uma conferência internacional, a 30 de Maio, além dos portos do Dubai e de Sevilha, duas «importantes obras», segundo José Luís Cacho.

A conferência “Obras Marítimas e Portuárias”, realiza-se a 30 de Maio, no Auditório do Parque de Exposições de Aveiro.


Histórico

O Porto de Aveiro registou uma quebra na movimento de cargas, de 2 por cento, na carga geral durante 2007 que José Luís Cacho justificou com a globalização, mas está convicto que em 2008, será retomado o crescimento que espera atingir os 10 por cento, o que seria uma valor «histórico».


Para aumentar a movimentação, a aposta é nos novos projectos da movimentação agro-alimentar e aumento das cargas líquidas. Quanto aos resultados financeiros de 2007 «excederam as expectativas iniciais, à custa da margem, com um volume de negócios de 12 milhões de euros, entrando em estabilização». A consolidação está prevista «dentro de dois a três anos», disse.


José Luís Cacho destacou o facto da APA conseguir deixar de obter rendimentos à custa da venda de inertes, «hoje é quase insignificante» e passar obter receitas por via da exploração do negócio para que está vocacionado».


Fonte: www.oln.pt, 11 de Março de 2008.

terça-feira, 11 de março de 2008

Foi numa nau como aquela...

Fotografia da colecção de Henrique Ramos, " A Nau de Portugal".




Aquela Nau Portuguesa

Cheia de brio e nobreza

E de fulgor sem igual,

Faz lembrar eras passadas,

Conquistas que andam ligadas

Ao nome de Portugal.



Foi numa Nau como aquela

Que partiu Vasco da Gama

E, sem ter medo à procela,

Nos legou séculos de fama.



No peito do português

Chora o fado tanta vez,

Deixa-nos pranto no olhar...

E apesar do saudosismo

Nossa história é patriotismo,

É ânsia de conquistar.


Trago no meu coração

Esta bela tradição

Dum destino bom e mau;

Mas se a nossa fama canta,

Chora o fado na garganta

Do pobre Chico da Nau.
Depois de alguns entraves informáticos na actualização deste blog volto novamente ao contacto com o público cibernauta. Desta vez deixo-vos uma alusão à Nau de Portugal, fotografia, e uma canção de Aveiro que eleva o povo português e a sua coragem no desbravar dos mares...
É bom recordar como o povo lusitano foi afamado...

quinta-feira, 6 de março de 2008

Blogmar com Directório

Concurso de Blogs do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro

Tal como já foi anunciado, a Comissão das Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro encontra-se a promover um concurso de blogs relacionados com o Porto de Aveiro, a Ria, a região, isto para além de outras temáticas relacionadas com a actividade marítima. Os blogs encontram-se a concurso até ao próximo dia 30 de Junho. A APA criou um directório através do qual poderão ser consultados todos os blogs a concurso. Esse directório encontra-se disponível em http://portodeencontro.blogspot.com/

O concurso tem o apoio do Diário de Aveiro.
In: Newsletter do Porto de Aveiro, edição nº 127, 6 de Março de 2008.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Realce para o Porto de Aveiro - actualidade

Evento irá «potenciar» Porto de Aveiro
II Encontro Empresarial Luso-Espanhol de Logística

Uma vez mais, o Porto de Aveiro irá estar entre os três promotores do II Encontro Empresarial Luso-Espanhol de Logística. José Luís Cacho (Administração do Porto de Aveiro), Ricardo Fonseca (Administração dos Portos do Douro e Leixões) e Pablo Hoya (Zaldesa - Plataforma Logística de Salamanca) estiveram reunidos, na semana passada, para agendar, oficialmente, a realização deste evento, que este ano se realiza em Leixões.

Porto de Aveiro, Porto de Leixões e Zaldeza vão novamente reunir-se, no sentido de reforçar a cooperação entre as três entidades. Em conferência de imprensa realizada, na semana passada, no Porto de Leixões, foi anunciado o II Encontro Empresarial Luso-Espanhol de Logística, que terá lugar naquele porto nortenho, nos dias 10 e 11 de Abril.

Esta é a segunda vez que as três entidades de logística se unem na organização deste evento – o primeiro encontro aconteceu há cerca de um ano em Salamanca, onde estiveram presentes mais de 200 empresas e autoridades dos dois países, que debateram a cooperação transfronteiriça entre as regiões envolventes dos referidos portos.

No encontro agendado para Abril, pretende-se aprofundar as relações já estabelecidas entre os três promotores, bem como potenciar a actividade logística, como factor de crescimento e desenvolvimento do Norte e Centro de Portugal e da região de Castela e Leão.

Segundo José Luís Cacho, presidente da Administração do Porto de Aveiro (APA), este evento será aproveitado «para apresentar aos empresários de Castela e Leão os novos projectos que estão previstos no Porto de Aveiro». O responsável refere-se ao projecto agro-alimentar da Socarpor, que brevemente vai entrar em exploração, bem como o projecto ferroviário. Para a apresentação deste último, foram convidados dois operadores ferroviários – a CP e a Takargo (uma nova empresa que vai operar na ferrovia em Portugal) – que irão mostrar aos empresários de Castela e Leão as oportunidades e serviços de que poderão beneficiar com a ligação ferroviária ao Porto de Aveiro, que de acordo com Cacho deverá estar concluída no próximo ano. Por outro lado, o administrador da Socarpor irá apresentar o projecto agro-alimentar da empresa no Porto de Aveiro, que irá promover a expansão daquele negócio até à vizinha Espanha. «Procuramos promover os novos projectos e mostrar o potencial que o Porto de Aveiro pode ter para os empresários de Castela e Leão», sublinha José Luís Cacho.

Interesse espanhol

O responsável revela que as empresas espanholas têm demonstrado interesse em investir no Porto de Aveiro e, inclusivamente, já existem «algumas parcerias, nomeadamente com a Red Cylog», que já se manifestou interessada em entrar no capital da plataforma logística do Porto de Aveiro. Tal como refere José Luís Cacho, este encontro proporcionará a troca de informação entre empresários, que terão, também, a oportunidade de conhecer as oportunidades que existem. «Esperamos que a seguir se concretize um conjunto de negócios interessantes entre os empresários de Castela e Leão e os empresários portugueses», ambiciona o presidente da APA.

De acordo com as entidades promotoras do evento, «a cooperação na área da logística entre Portugal e Espanha constitui um domínio estratégico para a afirmação da competitividade internacional da economia dos dois países, no contexto de um mundo globalizado. Esta cooperação responde a uma necessidade resultante do reforço do relacionamento bilateral dos últimos anos e do aprofundamento da integração europeia.

Para além de já estar definido o programa temático do evento, a organização já revelou o nome dos oradores participantes, bem como os objectivos do encontro: melhorar as inter relações das plataformas de ambos os países, o que permitirá reduzir os custos para as empresas, melhorar a sua competitividade e acelerar o seu crescimento; fomentar as relações empresariais entre ambas a regiões; concretizar projectos conjuntos para responder às exigências actuais da presença num mercado global; dar a conhecer aos agentes económicos novas infra-estruturas logísticas previstas. O evento luso-espanhol terá lugar no Auditório Infante D. Henrique. Tal como confirmou o presidente da APA, estes encontros são tripartidos – entre os empresários da Red Cylog, através da Zaldesa, que é a plataforma logística de Salamanca; entre o Porto de Leixões e o Porto de Aveiro. Este ano o encontro é em Leixões, no próximo o Porto de Aveiro será o anfitrião.

In: http://www.emaveiro.com, 5 de Março de 2008.

segunda-feira, 3 de março de 2008

João Afonso de Aveiro, um homem do Mar - actualidade

Foto retirada de http://www.aveirana.doc.ua.pt/


A Conferência do Ciclo "Aveirenses Ilustres" terá lugar hoje, dia 3 de Março, das 18.30 às 19.30 horas, no Museu da Cidade (Rua João Mendonça, 9-11). João Afonso de Aveiro será o homenageado numa sessão que contará com a intervenção de Alexandra Pelúcia da Universidade Nova de Lisboa.




João Afonso de Aveiro:
Nasceu e faleceu em data e lugar incerto. Diversas são as opiniões sobre este insigne: para alguns autores trata-se de um heróico marinheiro aveirense, que enobreceu Aveiro e nada teve a ver com a conspiração ao rei, D. João II; para outros, de um poeta palaciano, de renome; e para outros ainda, de um ilustre navegador e simultaneamente afamado poeta do século XV.

Enquanto piloto, este ilustre participou na expedição à costa da Mina, em 1481 e na descoberta do Rio Zaire e Reino do Congo com Diogo Cão, em 1484. A este navegador se associa também a vinda da primeira pimenta proveniente da Guiné, para Lisboa, assim como a descoberta do Benim, em 1486, também designado por Terras de João Afonso ou Terras de Afonso de Aveiro, onde este egrégio estabeleceu uma feitoria. Mas a verdadeira glória do navegador adviria das informações que este trouxe a D. João II, quer das terras descobertas, quer de um rei chamado Ogané, que para o monarca se tratava de Preste João das Índias.

Enquanto escritor, João Afonso fôra um poeta palaciano, criado de D. Diogo, Duque de Beja e irmão de el-Rei D. Manuel, que deixou manuscrito um livro de poesias, que se encontra guardado na livraria do Convento de S. Domingos, em Lisboa. Quanto ao seu nome, este figura no catálogo dos poetas portugueses do século XV e no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende.
João Afonso de Aveiro deu o seu nome a uma das escolas preparatórias do concelho e dispõe de estátua no largo do Rossio, erguida em 1959, pelo Ministério das Obras Públicas, aquando da Comemoração das Festas do Milenário de Aveiro.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

No baú do sótão I ...

... encontrei estas fotos de uma colecção de Henrique Ramos. Na primeira foto o farol da Barra, construído em 1885 e 1893. Na segunda foto podemos observar as embarcações a chegarem à festa da Costa Nova.

Verdadeiras relíquias que nos levam a imaginar como seria a paisagem envolvente e os hábitos e costumes dos nossos antepassados!


terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Outras visões...


A Ria de Aveiro apresenta grande potencial para ser utilizada, aproveitada e desfrutada. Aqui ficam duas fotografias que demonstram o belo prazer que se pode tirar de um domingo à tarde repleto de sol... Eis que se colocam num pequeno barco e podem fazer vela apanhando os salpicos salgados do baloiçar das águas... ou uma experiência de outra grandeza e enveredar num veleiro através dos canais da nossa ria, sentir a força do vento e a energia das águas.
Dois modos simples para aproveitar e explorar a nossa Ria.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Municípios da Ria dispostos a criar "companhia" das águas - actualidade

Os onze concelhos que integram a Associação de Municípios da Ria (AMRia), liderada por Ribau Esteves, discutem segunda-feira a possibilidade de criar uma empresa para explorar as redes de água, de forma integrada.

É a alternativa a uma proposta da AdP-Águas de Portugal, que prevê a exploração integrada dos sistemas de água e saneamento, em alta e em baixa, para toda a região Centro, que não entusiasma os autarcas do Baixo Vouga.

A integração das redes é assumida como um percurso inevitável para os municípios, quer por indicação do Plano Estratégico para as Águas e Águas Residuais, definido pelo Governo, quer porque o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) condiciona o financiamento europeu a investimentos intermunicipais, aparecendo as autarquias, isoladas, na cauda dos critérios.

No entanto, por considerarem as condições pouco atractivas para os seus municípios, os autarcas da Ria decidiram abrir concurso para o estudo do modelo de integração dos próprios sistemas, cujas propostas são conhecidas segunda-feira.

Aveiro é uma das câmaras com bastantes reservas à proposta das Águas de Portugal, explicadas à Lusa pelo vereador Pedro Ferreira, da administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS).

"As infra-estruturas dos SMAS têm um valor superior a 50 milhões de euros, mas a AdP quer pagar apenas 10 milhões porque desconta o valor dos fundos comunitários (70 por cento), quando não foram eles que deram o financiamento, além de deduzirem o que já foi amortizado (cinco milhões)", disse o autarca.

"No entanto, quando quiserem entregar a privados vão fazê-lo pelo valor do negócio, ou seja, no caso de Aveiro o valor de mercado será de 36 milhões de euros", acrescentou.

Pelos cálculos de Pedro Ferreira, Aveiro tem cerca de 37 mil contadores, "que, à taxa actual, dão, cada um, um lucro de mil euros em 50 anos", concluindo que "é nessa base que deve ser encontrado o valor do negócio".

"Para isso, fazemos nós, seja para concessionar ou para vender, porque não temos de subsidiar nas tarifas o preço de municípios do interior que têm a água mais cara e controlamos nós o processo sem ingerências da AdP", afirmou.

Pedro Ferreira entende que a proposta das Águas de Portugal não interessa, em especial para municípios que já têm as infra-estruturas, como é o caso de Aveiro, com uma cobertura de saneamento de 99,5 por cento, ou de Ílhavo, com cerca de 70 por cento, podendo, quando muito, ter interesse para Vagos, que só tem dez por cento da rede feita.

Se é assim no saneamento, por maioria de razão o argumento é válido para a distribuição de água, porque a maior parte dos municípios já tem infra-estruturas capazes.

"Em Aveiro, a água dá lucro, enquanto o saneamento e os resíduos sólidos urbanos dão prejuízo, pelo que o lucro da água tem de cobrir os prejuízos dos outros", assume Pedro Ferreira, embora reconhecendo ser necessário outro modelo de gestão, porque, isolados, os serviços municipalizados e câmaras têm constrangimentos.

No seio dos representantes na AMRia são admitidas três soluções, além da proposta da AdP.

Uma das possibilidades é criar uma empresa intermunicipal para explorar as redes de distribuição em alta e em baixa, em que as infra-estruturas continuam a pertencer aos municípios.

Pedro Ferreira exemplificou como seria arquitectada essa alternativa: "No caso de Aveiro, que já tem as infra-estruturas, a empresa pagaria ao município os 36 milhões, enquanto no caso de Águeda, que tem ainda o investimento a fazer e representa um negócio de 16 milhões, a autarquia obteria por essa via 70 por cento de financiamento dos fundos comunitários e, como o investimento da Câmara seria de seis milhões, receberia 10 milhões de euros".

Uma variante desta solução, é associarem-se a um parceiro privado com conhecimento do negócio e a terceira hipótese é ser a empresa a constituir pelos 11 municípios a concessionar a exploração a um privado.

"As soluções intermunicipais são o futuro, porque não temos a dimensão de Lisboa e faz todo o sentido repensar a distribuição em baixa ao nível da bacia hidrográfica, até porque a água vem toda do mesmo sítio e não se compreende que as tarifas sejam diferentes", disse.

"Estão a ser feitos estudos sobre essas três possibilidades e depois iremos comparar com o modelo proposto pelas Águas de Portugal e decidir", explicou.

A AMRia integra os municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos.

In: Agência LUSA, 22/02/2008

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Porta de Mar - Ou o abraço entre o sal e o mel

Um vídeo com algumas das fotos da autoria de Paulo Magalhães que estiveram em exposição no Teatro Aveirense.

Fotos que nos mostram movimento, energia, serenidade, água, muita água, rostos e maresia. Dá gosto ver e rever este vídeo numa sexta-feira de sol... convida-nos mesmo ao passeio à beira-mar!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Um livro... sobre o Porto de Aveiro


Destaco a entrevista dada pela Prof. Doutora Inês Amorim ao “Diário de Aveiro”, a propósito do próximo lançamento do livro de sua autoria «Porto de Aveiro – Entre a Terra e o Mar». O lançamento da obra desta reputada investigadora integra o programa das comemorações do 3 de Abril de 2008.

«Acho que a história dos portos de Portugal é uma história por fazer», refere Inês Amorim, autora do livro «Porto de Aveiro – Entre a Terra e o Mar», que tem procurado contrariar essa condição. As comemorações do bicentenário da abertura da barra de Aveiro tornaram-se no cenário ideal para a apresentação do seu mais recente livro «Porto de Aveiro – Entre a Terra e o Mar» – o título do livro é suficientemente lato para abranger tudo, sobretudo, para expressar que este é apenas o princípio da investigação, explica Inês Amorim, autora da referida obra, que será apresentada no dia 3 de Abril, naquele que será um dos momentos chave das comemorações do bicentenário da abertura da barra de Aveiro. Docente de história há 25 anos na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Inês Amorim não é estreante na investigação em assuntos marítimos – na sua tese de doutoramento já tinha tido contacto com a documentação portuária. «Sal, pescas, portos – é a minha área de estudo», enumera a escritora, que já teve intervenção em diversos projectos, como é o caso do «Hisportos».


«A história do Porto de Aveiro é, do meu ponto de vista, a história da manutenção da barra – que é um processo difícil de se fazer. Desde 1808, a barra manteve-se no local em que se encontra actualmente, mas a partir das obras de abertura, desenvolveu-se um outro processo para tentar manter esta barra e corrigir alguns aspectos que não foram conseguidos, porque o processo de assoreamento continuou a existir», argumenta a investigadora. «É um processo muito rico, do ponto de vista das relações entre os poderes locais, a população local e os interesses nacionais. Por isso, a história da barra é uma história muito dinâmica», defende Inês Amorim.


Após as investigações realizadas, Inês Amorim garante que a abertura da barra teve «um impacte felicíssimo. Os seis anos, de 1802 a 1808, foram tempos duríssimos e, ao mesmo tempo, períodos de paixões, em que as pessoas ora adoravam o engenheiro responsável pela obra, ora o ameaçavam, porque não se podia fazer sal, nem produzir pão, nem navegar. Não se podia fazer praticamente nada». A autora do livro classifica aquela época como «terrível», cheia de dificuldades, mas ao mesmo tempo extremamente rica. Em plenas invasões francesas, em 1808, o Porto de Aveiro tornou-se num ponto estratégico, passando, por isso, a existir apoio por parte do poder central no sentido de prosseguir com a obra. Tal como conta a historiadora, Luís Gomes de Carvalho, engenheiro, chegava a referir-se à abertura da barra como a um segundo dia da «criação».



«Porto de Aveiro – Entre a Terra e o Mar» encontra-se dividido em três partes. Na primeira, Inês Amorim escreve sobre a evolução do litoral, as condicionantes e justificações económico-sociais que proporcionaram a abertura da barra de Aveiro. A realização desta obra era importante por questões de navegabilidade, salinidade, etc., mas há um conjunto de produtos fundamentais que vão determinar e justificar a construção do porto, indica Inês Amorim. Como porto interior, é a partir da década de 20 que este se começa a desenhar. «Não há um porto, mas sim muitos portos ao longo da ria – e isso é uma das suas qualidades», revela a investigadora. O sal, o moliço e o junco são fundamentais, mas é o bacalhau que faz desta zona um dos maiores portos nacionais, que pressiona a solidificação do porto de pesca longínqua e costeira, conta Inês Amorim.

A segunda parte da obra destaca o tema da estrutura orgânica e os diferentes sistemas administrativos do porto, desde a superintendência, passando pelas diferentes juntas autónomas, até à actual Administração do Porto de Aveiro, constituída em 1998. A partir de 1802, definem-se duas áreas: a administração (gestão financeira e de pessoal) e a engenharia (direcção de obras), explica a autora do livro. Nas várias juntas houve figuras públicas da cidade, que acabaram por participar activamente na gestão, tendo sido muito reivindicativos junto do governo central, sobretudo relativamente ao financiamento e à a independência económica, acrescenta.

Já a terceira parte do livro abrange a documentação relacionada com a engenharia da abertura da barra, ou seja, a cartografia, os planos que se vão fazendo sucessivamente. «Existem muitas descrições, imagens e desenhos da barra, feitos, sobretudo, pelos holandeses», revela Inês Amorim, acrescentando que depois do desenho e, a partir da década de 30, começam a surgir várias fotografias das obras. As obras de abertura da barra dividiram-se em diferentes fases e diversos engenheiros tanto portugueses, como holandeses, italianos, franceses, ingleses, entre outras nacionalidades. «Há nomes que conhecemos, que marcaram, definitivamente, a história da engenharia em Portugal, que têm uma produção cartográfica extraordinária», refere a historiadora.



Fonte: Newsletter Porto de Aveiro, edição nº 124, de 20 Fevereiro 2008

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

À noite...




A ria é um mistério,

Olhada como visão;

Com o seu fulgor etério,

Em noites de solidão.



Nos seus sombrios canais,

As águas a marulhar;

Lamentam com fracos ais,

A sua morte no mar.



Fui num barco passear,

Em clara noite de estio;

P'ra ver a lua e a ria,

Brilharem ao desafio.



Ao ouvir um rouxinol,

Adormeci a escutar;

Quando acordei é que vi

Uma tricana a cantar.



Muito mansinhas,

Em remoinho,

Lá vão seguindo,

O seu caminho.




Letra: Adriano Pires
Música: J.M. Horta


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Regata entre as Rias Baixas e a Ria de Aveiro - actualidade

Organização de regata entre as Rias Baixas e a Ria de Aveiro deseja duplicar inscrições

Contar com a inscrição de oito dezenas de barcos à vela é o objectivo da II Regata Internacional entre as Rias Baixas, na Galiza, e a Ria de Aveiro a realizar de 1 a 10 de Maio. A organização espera duplicar o número de participantes relativamente á primeira edição da prova, já que tem despertado grande interesse por parte dos velejadores espanhóis.

Segundo Miguel Varela, da associação À Vela, a regata tornou-se já um dos principais cartazes turísticos da ria de Aveiro. Regata entre as Rias Baixas na Galiza e a Ria de Aveiro, que será apresentada hoje à tarde na Nauticampo, em Lisboa, é já a principal prova de vela ibérica.

http://www.noticiasdeaveiro.pt/

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Em dia dos Namorados...

...aqui vos deixo ficar uma sequência de fotos. Poderiam não dizer nada ou até serem fotos simples sem grande mestria. No entanto ao colocá-las neste dia formam uma história, não sei se será uma história de encantos ou desencantos, de amor ou desamor, ou até parecida com a história de algum de nós, humanos... Mas, no Mundo das fábulas, poderia ser uma história...

Coloco à imaginação dos que aqui vão passando! Deixo as dicas que tem como cenário a Ria de Aveiro e as típicas casinhas da Costa Nova, num fim de tarde frio e soalheiro em que a Ria estava serena e o Mar parecia não querer perturbá-la!









quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Ao Poente...

Como não podia deixar de ser na continuação do post anterior... Aqui fica uma fotografia do pôr-do-sol visto do lado da ria... Numa tarde calma que convidada ao passeio a natureza dá-nos estes presentes, aliando o astro rei e a nossa "rainha"...





"Se eu fosse pintor, passava a minha vida a pintar o pôr do Sol à beira-mar. Fazia cem telas, todas variadas, com tintas novas e imprevistas.


É um espectáculo extraordinário. Há-os em farfalhos, com largas pinceladas verdes. Há-os trágicos, quando as nuvens tomam todo o horizonte com um ar de ameaça, e outros doirados e verdes, com o crescente fino da Lua no alto e do lado oposto a montanha enegrecida e compacta.


Tardes violetas, neste ar tão carregado de salitre que torna a boca pegajosa e amarga, e o mar violeta e doirado a molhar a areia e os alicerces dos velhos fortes abandonados ...


Um poente desgrenhado, com nuvens negras lá no fundo, e uma luz sinistra. Ventania. Estratos monstruosos correm do norte. Sobre o mar fica um laivo esquecido que bóia nas águas – e não quer morrer... " Raúl Brandão, «Os Pescadores».

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Ao fim da tarde...




Quantas vezes não esquecemos da nossa ria? quantas vezes nem damos importância à sua existência?
Para colmatar essas falhas e nos fazer valorizar este dom da natureza só mesmo presenciando estes momentos que eternizei através de um flash.
De apreciar as cores, a serenidade, os efeitos de luz sobre as águas... se apenas estivesse a observar talvez não me apercebesse de tantos pormenores...
Mais uma beleza da nossa ria a ser observada apenas em dias de sol...

domingo, 10 de fevereiro de 2008

A Gaivota e a Vida, que relação?

Quando pensei que nada poderia aprender com as Gaivotas eis que encontro este belíssimo filme, este emaranhado de ideias, esta... lição de vida!

Neste domingo soalheiro em que dá vontade de saír, passear, relaxar e ficar de bem com a vida, nada melhor do que levar estas ideias no pensamento...

A gaivota vai-me ensinando algumas coisas e convosco aqui partilho!

Bom domingo!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Ciclovia à beira do mar... - actualidade

"Ciclovia do farol até à ponte da barra

A Câmara Municipal de Ílhavo decidiu ontem abrir concurso público para a construção de uma ciclovia e percursos pedonais ao longo da Avenida João Corte Real, na Praia da Barra, que vão ligar o largo do farol à ponte sobre a ria, no início da A25.

A empreitada vai a concurso por cerca de 300 mil euros e tem um prazo de execução de 100 dias.

A pista agora lançada a concurso vai , depois, ligar às ciclovias que vão ser construídas na ponte da Barra, no âmbito das obras de beneficiação em curso.

A autarquia tem também prevista uma ligação desta ciclovia à pista de bicicletas já existente na zona do relvado da praia da Costa Nova. Uma ligação que, na zona da Biarritz, será feita no âmbito das obras de enrocamento e requalificação do margem ponte do canal de Mira.

O objectivo da autarquia, com a construção da pista e dos percursos pedonais, é "melhorar o ordenamento e as condições de segurança de automobilistas, ciclistas e peões, que circulam na Avenida João Corte Real, arruamento central da área urbana da Barra".

A Câmara sublinha, por outro lado, que, com esta obra, aumentam significativamente "os já largos quilómetros de ciclovias do Município de Ílhavo"."

http://jn.sapo.pt

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Há alguns anos era assim...


Nesta época do carnaval Aveiro acorda triste sem a alegria das máscaras ou os ritmos do samba... Este ano não há desfile de carnaval em Aveiro... Ficam as saudades para uns, o alívio para outros e a indiferença para quem não aprecia a quadra...

Aqui deixo ficar este registo fotográfico da chegada dos Reis do Carnaval pelas águas da Ria. A primeira edição foi em 1999 e os canais da ria foram o cenário perfeito para uma tarde mágica de folia. Outros anos se seguiram...

Este braço de mar acolheu o Carnaval e tornou-o o único no país adesfilar pela água, bem à imitação de Veneza!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Eu sei que é uma maravilha...


Aveiro: Ria candidata às sete maravilhas naturais do mundo

A Ria de Aveiro é candidata às sete maravilhas naturais do mundo, como «espaço de água de interesse mundial». A segunda edição da campanha é especificamente relacionada com a promoção da natureza e do meio ambiente.

A Região de Turismo da Rota da Luz revelou ontem a apresentação de uma candidatura da Ria de Aveiro à eleição das sete novas maravilhas naturais do mundo. A instituição liderada por Pedro Silva invoca o sucesso da campanha mundial lançada em 2007 pela fundação «7 Wonders of the World», que resultou na escolha das sete novas maravilhas do mundo, para justificar a iniciativa de candidatar a Ria de Aveiro àquele galardão.


A segunda edição da campanha é especificamente relacionada com a promoção da natureza e do meio ambiente, consistindo num modelo em que as candidaturas apresentadas são sujeitas a um processo de escolha final pelo público. A Ria de Aveiro é candidatada como «espaço de água de interesse mundial», esclarece Pedro Silva, aludindo às suas «múltiplas realidades e vivências ambientais com extraordinários recursos endógenos». Esta acção, acrescenta o presidente da Rota da Luz, é «importante» para promover a visibilidade da laguna aveirense «à escala global». «Pretende-se, assim, obter o reconhecimento deste valor universal, sendo certo que o anúncio de candidatura coloca, desde já, a Ria de Aveiro no imaginário mundial dos espaços de elevado valor natural e ambiental», realça o dirigente da instituição.


Segundo o responsável, será criado um comité de apoio reunindo organizações públicas e privadas com o objectivo de «apoiar e dar maior visibilidade» à candidatura. «A inserção da Ria de Aveiro na candidatura releva o potencial turístico desta região, com os consequentes efeitos multiplicadores na economia regional», acrescenta Pedro Silva.


Em Julho de 2007, a Rota da Luz anunciou que estava a estudar a apresentação de uma candidatura da Ria de Aveiro a Património da Humanidade da UNESCO, embora não tivesse revelado prazos para o avanço do processo. A iniciativa contava ainda com a participação da Associação dos Amigos da Ria e do Barco Moliceiro e com o apoio de uma equipa coordenada por Rui Losa, arquitecto que esteve envolvido no projecto que guiou a cidade do Porto a património mundial.


terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Ouve-se o Mar

Agora

Que a chuva cai devagar

Lá fora E a noite vem devorar

O sol E tudo fica em silêncio

Na rua

E ao fundo

Ouve-se o mar


Agora

Talvez te possas perder

Devora

O que a saudade te der

A vida

Leva pra longe pedaços

Do tempo

Deixa o sabor de um regaço

E ao fundo

Ouve-se o mar


Agora

Que a água inunda os teus olhos

E o mundo

Já não te deixa parar

No escuro

Voltam as estórias perdidas

Na alma

Onde não podes tocar

E ao fundo

Ouve-se o mar

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O Mar - actualidade

Mar devora dunas e ameaça zona costeira

A "erosão aceleradíssima" das dunas na Praia de Mira está a preocupar o presidente da Junta de Freguesia, Carlos Milheirão. A "culpa", diz, é dos esporões - quatro, ao longo da costa - que o Ministério do Ambiente construiu, há cerca de dois anos, para defesa da orla costeira, contra a sua vontade. "Depois disso, passou a verificar-se o desgaste das dunas de dia para dia", lamenta. O problema é que, enquanto os esporões contribuem para a acumulação de areias a norte, há um desgaste do areal a sul. Isto porque as correntes da nossa costa tendem a fluir de norte para sul.

Na praia de Poço da Cruz, Carlos Milheirão aponta as diferenças entre as dunas situadas de um lado e do outro do esporão. A sul, o "devorar" das águas é evidente há dunas reduzidas a metade. A arte xávega costumava fazer-se ali, mas "agora é impossível, porque a praia não tem distância que permita exercer a actividade", afirma o autarca. "Milhares de metros cúbicos de areia saíram, já, daqui. Se, no espaço de dois anos, desapareceu esta areia toda, é uma questão de pouco tempo até o resto ir também e o mar passar para o outro lado", sustenta o autarca. E lembra: "As dunas são a nossa defesa, as nossas muralhas".

O cenário de Poço da Cruz repete-se nos outros pontos da Praia de Mira onde existem esporões. "Insurgi-me, desde o início, contra estas construções", sublinha Carlos Milheirão. Defende, sim, os enrocamentos, construções paralelas à costa que "fazem o que a natureza em si faz criam bancos de areia que provocam o quebrar das ondas afastado da costa".A criação de esporões para evitar a erosão costeira, em Mira, foi uma má solução, concorda Maria de Lurdes Cravo, da associação de defesa ambiental Quercus. Porque, "por efeitos de dinâmica marítima costeira, as areias a sul, normalmente, desaparecem", reforça. Para a presidente da Assembleia Geral da Quercus, Carlos Milheirão "tem razão em estar preocupado". Há que apostar em "medidas preventivas", diz a ambientalista. A fixação de espécies vegetais características do cordão dunar, como o estorno, e de pára-ventos é uma delas. A ocupação humana, nomeadamente sob a forma de infra-estruturas, também é de evitar, explica.

Os esporões em causa já existiam, em Mira, "há bastante tempo", tendo sido "reconstruídos" a pedido da Câmara Municipal com o intuito de salvaguardar pessoas e bens, informou fonte do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional. Por ser problemática, no que respeita ao avanço do mar, essa é "uma das zonas mais acompanhadas e monitorizadas do país", disse ainda. Segundo a mesma fonte, "todas as medidas têm prós e contras" e, no caso dos esporões - estes previstos no Plano de Ordenamento da Orla Costeira -, existe escassez de areias a sul, sobretudo no Inverno. Uma situação que "pode ser corrigida".

In: http://jn.sapo.pt

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O que seria sem ti?

Depois de instantes a percorrer os estrados da praia, sento-me na areia num fim de tarde... Está sol e o mar rebenta as suas ondas com eficácia...

Para aqueles que vivem longe do Mar é sempre motivo de alegria uma ida à praia, uma simples visita ao Mar... e para nós que vivemos à tua beira?

Como é que conseguimos sempre estar fascinados por ti e sentir a tua falta, a necessidade de ir até ti, receber a tua energia, ouvir o teu som e colher a maresia...

Mar, o que seria sem ti?


Mar,
és fonte de riqueza
No menu a cada mesa,
És por vezes também tristeza...
O que seria sem ti?

Mar,
Penso em ti um instante,
Vejo-te, longe tão distante,
Tens a barra tua amante...
O que seria sem ti?

Mar,
Longos quilómetros a percorrer,
Olhar-te até a vista perder,
Para acabar por dizer:
O que seria sem ti?

(Créditos: Gaivota da Revessa)
















Mais um devaneio que aqui partilho com os que me lêem...

Um simples escrito que me levou a navegar por Mar Alto sem me ter levantado da areia...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

POLIS da RIA - a actualidade


Aveiro: Polis da Ria no terreno em «dois ou três meses»

Os trabalhos da sociedade Polis criada especificamente para desenvolver projectos na Ria de Aveiro começarão «dentro de dois a três meses», garantiu esta semana o ministro do Ambiente.

O ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional garantiu esta semana na Assembleia da República (AR) que os trabalhos da sociedade Polis criada especificamente para desenvolver projectos na Ria de Aveiro começarão «dentro de dois a três meses». Segundo o deputado do PSD José Manuel Ribeiro, eleito pelo círculo de Aveiro, Francisco Nunes Correia assumiu terça-feira, perante a Comissão de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território da AR, que a constituição do Polis se encontra atrasada, mas prometeu para os próximos meses o início dos trabalhos.


O parlamentar social-democrata interpelou o ministro sobre a situação actual da ria de Aveiro, criticando a «inércia» da tutela e advertindo para o estado de «completo abandono» da laguna. José Manuel Ribeiro acusa o Governo de «assistir ao definhar e ao progressivo e sistemático desperdício das potencialidades» da Ria, realçando que só em Novembro passado, durante a discussão na especialidade do Orçamento de Estado para 2008, Nunes Correia «pela primeira vez» se pronunciou ao anunciar o novo modelo de gestão integrada. «Entretanto passaram mais dois meses e nada», lamenta o deputado, lembrando que o Governo anterior tinha um outro modelo da gestão «aprovado e preparado para avançar».


De acordo com Nunes Correia, a solução para a Ria passa por uma intervenção alargada à barrinha de Esmoriz, cuja estratégia será candidatada ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (novo pacote de fundos comunitários). Recentemente, o presidente da Grande Área Metropolitana de Aveiro (GAMA) e da Associação de Municípios da Ria (AMRia), Ribau Esteves, reclamou urgência na constituição da sociedade Polis, com capacidade legal para intervir na ria. «Face ao estado de abandono da ria, a solução está na entidade que surja da tipologia Polis, anunciada e bem pelo ministro do Ambiente e que queremos que seja constituída o mais rapidamente possível», declarou. O dirigente social-democrata, que é igualmente presidente da Câmara de Ílhavo, sublinhou que, para os municípios ribeirinhos, «a obra mais urgente é o desassoreamento dos canais e a protecção marginal em Ovar e no Lago do Paraíso».


Ribau Esteves renovou as críticas ao Governo pelo «abandono» a que a Ria de Aveiro tem estado sujeita, estimando em cerca de 600 mil euros a verba que o Estado já perdeu por nem sequer arrecadar as taxas dominiais, correspondentes a licenças de amarração dos barcos, de mariscadores, de associações náuticas e taxas sobre edifícios das margens. «Chegou-se ao ponto do abandono até administrativo e o governo, que se queixa tanto da falta de dinheiro, nem as taxas dominiais de 2006 e 2007 conseguiu cobrar, que representam cerca de 600 mil euros, como era sua obrigação. Esperamos que as coisas mudem muito rapidamente», comentou.

In: http://www.diarioaveiro.pt/

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O outro lado da pesca...

A pesca recreativa...


Na "meia laranja"... a espera.


Depois novamente iscar...

E eis que pode surgir o tão ansiado...


Mas pode ser de várias formas...



E até em vários momentos...
Em momentos diferentes, em locais diferentes, em horas diferentes e o Mar está sempre pronto a dar os "seus" peixes para lazer do Homem. É assim a dádiva do Mar! É disto que vive a pesca recreativa.


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